O cientista político Antonio Lavareda avaliou que o candidato petista levou vantagem no confronto realizado pela TV Globo. Segundo o presidente do Conselho Científico do Ipespe e presidente de honra da Abrapel, o resultado mostrou uma vitória por margem clara, embora não esmagadora.
A avaliação ocorreu após o embate entre os principais nomes da disputa presidencial. De acordo com o pesquisador, o adversário apresentou maior disciplina em relação a encontros anteriores, mas terminou o programa na defensiva.
Desempenho progressivo e estratégias no palco
A dinâmica do confronto passou por diferentes fases ao longo dos blocos transmitidos pela emissora. No início, o candidato do PT demonstrou certa irritação e dificuldades na gestão do tempo de resposta.
A virada na percepção de desempenho ocorreu a partir do segundo bloco, quando o petista conectou sua trajetória política a programas sociais. Nesse trecho, obteve destaque ao confrontar o oponente sobre temas legislativos e registros de votação parlamentar.
O impacto do caso Ana Clara na dinâmica
Um dos momentos decisivos apontados pela análise técnica envolveu uma questão de segurança e atuação jurídica passada. O episódio conhecido como caso Ana Clara recolocou o debate em um patamar de forte apelo emocional e político.
A menção à atuação do senador em favor de um policial envolvido em ocorrência com vítima infantil gerou tensão visível no estúdio. Para o cientista político, essa troca específica enfraqueceu a narrativa de defesa do candidato do PL.
Reação da base e circulação nas redes sociais
Por outro lado, a campanha do opositor buscou concentrar seus ataques em eixos econômicos e sociais cotidianos. Temas como inflação, custo de alimentos e juros foram acionados para tentar desgastar a gestão federal atual.
Apesar de produzir frases curtas voltadas para a repercussão digital, o representante opositor sofreu desgaste pelo uso excessivo de bordões. A falta de detalhamento em propostas econômicas também pesou negativamente no saldo final da transmissão realizada pela Folha de S.Paulo.

