A ascensão das marcas nacionais no cenário global
O reconhecimento do Brasil no exterior há muito tempo deixou de ser restrito apenas ao setor audiovisual ou às commodities. Nos últimos anos, uma nova onda de empresas brasileiras tem demonstrado que é possível conquistar consumidores exigentes em mercados maduros, superando estigmas e barreiras logísticas. A trajetória de marcas consagradas mostra que a combinação de identidade cultural, qualidade e estratégia de posicionamento é o caminho para a internacionalização bem-sucedida.
Um dos exemplos mais emblemáticos dessa expansão é a Granado. Com um legado que ultrapassa 150 anos, a empresa iniciou seu movimento de internacionalização em 2013, ao ser convidada para figurar nas prateleiras da prestigiada loja de departamentos Le Bon Marché, em Paris. O sucesso da iniciativa pavimentou o caminho para a abertura de sua primeira loja-conceito na capital francesa, apenas quatro anos depois. Hoje, a marca mantém dez operações em metrópoles globais como Londres, Nova York, Lisboa e Madri, consolidando-se como uma referência de luxo acessível e tradição brasileira.
Fusões estratégicas e alcance em escala mundial
Além da força das marcas tradicionais, o setor de cosméticos brasileiro tem apostado em movimentos de consolidação para ganhar musculatura competitiva. Em 2025, a união entre a Skala e a Lola From Rio resultou em uma gigante do setor, com uma receita que supera a marca de R$ 2 bilhões. Essa fusão não apenas fortaleceu a estrutura operacional, mas também potencializou a distribuição global dos produtos.
Atualmente, o portfólio da companhia, que abrange desde cremes de tratamento até shampoos e finalizadores, chega a mais de 80 países espalhados pelos cinco continentes. A presença em mercados diversos, como Japão, Estados Unidos, Alemanha e Canadá, demonstra a versatilidade dos produtos brasileiros em atender diferentes perfis de consumidores e exigências regulatórias internacionais.
Desafios e perspectivas na internacionalização
Apesar do sucesso, o processo de levar uma marca brasileira para fora do país exige planejamento rigoroso. Em entrevista para a série O Brasil é difícil de vender?, especialistas do setor analisam os bastidores dessa jornada. Sissi Freeman, diretora de marketing da Granado, e Tarik Mohallem, presidente e CEO Internacional da Skala Brasil e da Lola Cosmetics, discutem como as empresas nacionais enfrentam as complexidades de operar em mercados estrangeiros.
O debate aponta que, embora existam barreiras, a percepção internacional sobre o produto brasileiro tem mudado positivamente. A capacidade de adaptar a comunicação e o produto sem perder a essência original é apontada como o diferencial competitivo para quem deseja competir globalmente. O ConexRS segue acompanhando as movimentações do mercado e trazendo análises sobre o desempenho das empresas brasileiras que buscam protagonismo além das fronteiras nacionais.
Fonte: meioemensagem.com.br

