Mercado de soja mantém estabilidade em dia de baixo volume de negócios no Brasil

Mercado de soja mantém estabilidade em dia de baixo volume de negócios no Brasil

Geral

O mercado brasileiro de soja apresentou um cenário de pouca movimentação nesta terça-feira (22), com as cotações mantendo-se praticamente estáveis em diversas praças produtoras. O dia foi marcado por um ritmo lento de comercialização, com a maior parte das ofertas registradas sendo apenas nominais, refletindo a cautela dos produtores e a falta de ímpeto comprador no setor.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o mercado disponível permanece travado. Grande parte do volume da safra já foi negociada, o que reduz a disponibilidade imediata e, consequentemente, o número de transações efetivas. Para a safra nova, o cenário não difere, com a ausência de relatos de negócios firmes e prêmios que se mantiveram praticamente inalterados ao longo da sessão.

Estabilidade nas praças produtoras brasileiras

A análise das principais regiões produtoras do país revela a tendência de estabilidade que dominou o dia. Em Passo Fundo (RS) e Santa Rosa (RS), os preços permaneceram em R$ 155,00 e R$ 156,00, respectivamente. Em Rondonópolis (MT), Dourados (MS) e Rio Verde (GO), as cotações também não sofreram alterações, mantendo-se em R$ 147,00, R$ 147,00 e R$ 149,00.

Houve pontuais recuos em praças estratégicas. Em Cascavel (PR), o valor da saca recuou de R$ 152,00 para R$ 151,00. Já no porto de Paranaguá (PR), a cotação caiu de R$ 163,00 para R$ 162,00. Em Rio Grande (RS), o preço seguiu estável em R$ 163,00. O comportamento do dólar comercial, que encerrou o dia com leve baixa de 0,08%, cotado a R$ 5,1027, contribuiu para o cenário de pouca volatilidade nos preços internos.

Cautela internacional e o impacto de Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa. O mercado operou com cautela, aguardando o desdobramento de uma reunião de alto nível entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, prevista para a quinta-feira (24) na Casa Branca. Investidores monitoram possíveis anúncios de novas compras chinesas da oleaginosa norte-americana e eventuais ajustes nas tarifas de importação.

As expectativas para o encontro foram alimentadas por declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, sobre conversas produtivas com autoridades chinesas. Além disso, o mercado absorveu o discurso de Trump na Assembleia Geral da ONU, onde mencionou a possibilidade de um futuro acordo com o Irã. No fechamento, os contratos de novembro caíram 0,18%, a US$ 13,25 1/2 por bushel, enquanto a posição janeiro recuou 0,20%, a US$ 13,41 1/4 por bushel.

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Fonte: canalrural.com.br