O senador Sergio Moro (PL), eleito governador do Paraná no primeiro turno, declarou em uma rede social nesta terça-feira (27) que o Brasil não vive em uma normalidade institucional. A manifestação ocorreu após a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) rumo aos Estados Unidos na companhia da mulher e das duas filhas, movimento que gerou forte repercussão no cenário político nacional.
Derrotado no segundo turno da disputa ao Planalto no domingo (25) e alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal, Flávio deixou o território brasileiro em meio a investigações em andamento e medidas restritivas determinadas pela Justiça. Para Moro, a decisão do aliado diante do atual cenário político é compreensível.
Repercussão e críticas ao cenário político
Em sua publicação na internet, o governador eleito do Paraná questionou o andamento das investigações e as decisões judiciais recentes contra o oposicionista. Moro destacou o volume expressivo de votos obtidos pelo candidato derrotado na eleição presidencial.
Em que tipo de país o candidato da oposição à presidência, que teve 59 milhões de votos, tem o seu passaporte apreendido no dia seguinte à eleição?, escreveu o parlamentar na postagem, enfatizando que o país permanece distante da normalidade institucional desejada.
Decisão do Supremo e pedido da Polícia Federal
A viagem de Flávio Bolsonaro ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes determinar o recolhimento dos passaportes brasileiro e italiano do senador fluminense. A ordem judicial atendeu a um pedido formal apresentado pela Polícia Federal ainda no domingo.
No documento enviado ao Supremo Tribunal Federal, os investigadores apontaram um risco concreto de evasão do território nacional. A manifestação policial citou como precedente a saída do advogado Willer Tomaz do país em 25 de agosto, indicando que ele permanece em Miami, nos Estados Unidos, sem registro de retorno, mesmo após determinações judiciais de restrição.
Aliança política e cenário eleitoral
Sergio Moro atuou de forma intensa na campanha de Flávio Bolsonaro durante o segundo turno da disputa presidencial. Após o encerramento do pleito, o senador paranaense pontuou que a maioria expressiva dos eleitores do seu estado se posicionou contra o atual governo, embora o resultado final nas urnas não tenha atendido às expectativas do grupo político.
O presidente Lula (PT) foi reeleito no domingo com 64.256.232 votos, superando o candidato do PL, que obteve 59.826.041 sufrágios. A apuração completa e os desdobramentos da disputa podem ser acompanhados na cobertura do portal Folha de S.Paulo.

