Luto na imprensa Gaúcha aos 70 anos com a morte do jornalista Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha

Luto na imprensa Gaúcha aos 70 anos com a morte do jornalista Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha

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O jornalismo esportivo gaúcho perdeu nesta quarta-feira (28) uma de suas vozes mais marcantes. Adroaldo Guerra Filho, amplamente conhecido como Guerrinha, morreu aos 70 anos em Porto Alegre. A confirmação do falecimento foi feita pelo Grupo RBS, empresa onde o comunicador dedicou 43 anos de sua carreira, tornando-se uma referência incontestável na cobertura do futebol e do esporte no Rio Grande do Sul.

O jornalista estava internado no Instituto de Cardiologia para o tratamento de uma infecção pulmonar. Infelizmente, o quadro clínico apresentou complicações e evoluiu para uma infecção generalizada, resultando no falecimento do comunicador na Capital.

A trajetória de Guerrinha no jornalismo esportivo

A história de Adroaldo Guerra Filho com a comunicação começou nos anos 1970, influenciada por suas origens familiares. Filho do rádio-ator Adroaldo Guerra, o Vovô Guerra, ele deu seus primeiros passos na imprensa escrita no extinto Jornal Hoje. A paixão inicial pelas corridas de cavalo o levou a cobrir o cotidiano do Jockey Club para veículos como a Folha da Manhã e o Correio do Povo.

O retorno definitivo ao Grupo RBS ocorreu em 1983, inicialmente voltado para a editoria de turfe em Zero Hora. Uma década depois, ele migrou para a cobertura do futebol, consolidando sua identidade profissional ao acompanhar o dia a dia do Sport Club Internacional. Sua presença expandiu-se rapidamente para o rádio e para as páginas diárias, conquistando leitores e ouvintes com opiniões marcantes.

O legado nas ondas da Rádio Gaúcha e na bancada

Nos microfones, Guerrinha encontrou um dos grandes palcos de sua carreira. Em 1999, integrou o programa Falcão na Gaúcha ao lado de Paulo Roberto Falcão. No ano 2000, passou a assinar a coluna Guerra Total no recém-criado Diário Gaúcho, mantendo um diálogo diário e próximo com o público popular.

Sua entrada no tradicional Sala de Redação aconteceu em 2004, inicialmente de forma temporária para cobrir férias. O carisma, as frases de efeito e o estilo irreverente garantiram sua permanência definitiva na bancada, onde debateu os rumos do esporte regional por mais de duas décadas, unindo torcedores de diferentes clubes em torno do respeito à sua trajetória.