O zagueiro Nino, atualmente vinculado ao Zenit, da Rússia, abriu os bastidores das tratativas que quase resultaram em seu retorno ao futebol brasileiro no início de 2026. Em entrevista concedida ao canal do ex-jogador Felipe Melo, o defensor confirmou que o Palmeiras esteve próximo de concretizar sua contratação, mas que entraves impostos pelo clube russo e a complexidade do mercado internacional inviabilizaram o negócio naquele momento.
Os bastidores da negociação com o clube paulista
A investida do Palmeiras ocorreu em dezembro de 2025, período em que o clube buscava reforçar seu sistema defensivo. Segundo o atleta, houve um acordo selado entre ele e a diretoria alviverde, com direito ao envio de representantes à Rússia para tentar a liberação junto ao Zenit. Contudo, a estratégia russa foi de retenção: o clube só aceitaria negociar o jogador após a definição do título nacional, que ocorreu apenas em junho de 2026.
A exigência financeira do Zenit, que girava em torno de R$ 120 milhões, tornou-se o ponto de ruptura. Sem poder aguardar o desfecho da temporada europeia, o Palmeiras optou por encerrar as conversas e buscar alternativas no mercado interno, culminando na contratação de Barboza, ex-Botafogo. O Fluminense, clube onde Nino se tornou ídolo e conquistou a Libertadores de 2023, também tentou repatriá-lo, mas esbarrou no teto orçamentário diante das altas cifras pedidas pelos russos.
A influência da vida pessoal nas decisões de carreira
Para além das cifras e do calendário esportivo, Nino trouxe à tona um aspecto humano que norteia suas escolhas profissionais: o bem-estar de seu filho, Antônio, que possui síndrome de Down. O zagueiro explicou que a família avalia que o ambiente no Brasil pode ser mais propício para o desenvolvimento integral da criança, especialmente no que tange à estimulação da fala e integração social.
“Desde o nascimento do Antônio, eu e minha esposa nunca fechamos porta para clube nenhum, porque a gente sabe que, em algum momento, vamos ter que priorizar o desenvolvimento dele à minha carreira profissional”, afirmou o jogador. Essa perspectiva coloca o retorno ao país como uma possibilidade real e constante, independentemente do contrato vigente com o Zenit, que se estende até junho de 2028.
Cenário atual e perspectivas futuras
Embora tenham circulado rumores na imprensa russa sobre uma possível renovação contratual até 2030, Nino negou qualquer tratativa oficial nesse sentido. O zagueiro mantém uma relação cordial com a diretoria do clube, mas reforça que o futebol é dinâmico e que qualquer movimentação futura dependerá de um consenso entre as partes. O atleta, que segue acompanhando o cenário do futebol nacional, reforça que a prioridade familiar permanece inegociável.
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Fonte: noticiasaominuto.com.br

