Monitoramento hidrológico aponta estabilização das águas
O nível do Guaíba registrou nova elevação nas primeiras horas desta sexta-feira (2), alcançando a marca de 2,46 metros no Cais Mauá, em Porto Alegre. O dado, consolidado às 8h, representa um aumento de 11 centímetros em um intervalo de 24 horas. Paralelamente, na região da Ilha da Pintada, o monitoramento indicou 2,30 metros às 7h26, refletindo uma subida de 14 centímetros em comparação com a manhã de quinta-feira (1º).
Apesar da oscilação ascendente, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) projeta um cenário de estabilização para o delta do Jacuí e para as águas que banham a capital gaúcha. A expectativa técnica é de que o processo de redução dos níveis inicie ainda durante o fim de semana, trazendo um alívio para as áreas monitoradas.
Ausência de chuvas favorece o cenário
O boletim hidrológico mais recente, que utiliza dados coletados às 8h, aponta um fator determinante para a previsão de queda: a ausência de precipitações significativas na bacia do Guaíba ao longo das últimas 48 horas. A estabilidade climática recente tem sido fundamental para conter o avanço das águas que, em períodos de instabilidade severa, costumam elevar o nível do manancial rapidamente.
Para os próximos dias, os modelos meteorológicos indicam apenas a ocorrência de chuvas de baixa intensidade na região. Segundo a avaliação técnica do SGB, esse volume pluviométrico reduzido não deve ser suficiente para provocar novas elevações significativas, mantendo o prognóstico de controle sobre a bacia.
Situação dos afluentes e precauções
O comportamento do Guaíba está diretamente atrelado ao fluxo dos seus afluentes. Atualmente, o processo de recessão das cheias está consolidado na maior parte das bacias monitoradas. Rios como Taquari, Caí, dos Sinos e Gravataí apresentam declínio consistente em seus pontos de controle.
No caso do rio Jacuí, a situação é mista. Enquanto os níveis apresentam queda em pontos como Dona Francisca e Triunfo, ainda é observada uma lenta elevação em Cachoeira do Sul e Rio Pardo. O SGB ressalta, contudo, que as previsões hidrológicas são dinâmicas e estão sujeitas às incertezas inerentes aos modelos matemáticos e às variações climáticas que servem como base para os cálculos.
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Fonte: agorars.com

