Raça Ultrablack atinge média de R$ 22,1 mil e lidera valorização de touros em leilões catarinenses

Raça Ultrablack atinge média de R$ 22,1 mil e lidera valorização de touros em leilões catarinenses

Agro

O mercado de genética bovina em Santa Catarina apresenta um cenário de valorização expressiva para os reprodutores. Segundo o levantamento mais recente do Grupo de Melhoramento Genético (GMG) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), a raça Ultrablack ocupa atualmente o topo da lista de preços médios no estado, atingindo a marca de R$ 22.176,46 por animal.

A pesquisa, que conta com o apoio estratégico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), monitora o desempenho de oito raças distintas em leilões realizados em diversas regiões catarinenses. Este acompanhamento é fundamental para que produtores rurais tenham uma referência clara sobre a valorização do plantel e as tendências de investimento em melhoramento genético para a temporada.

Panorama da comercialização por raças

O levantamento parcial, que reflete a dinâmica de dezenas de eventos de venda, revela uma variação significativa entre as raças. Enquanto a Ultrablack lidera, outras raças tradicionais também demonstram força no mercado estadual. A Braford, por exemplo, apresenta uma média de R$ 19.296,43, destacando-se por possuir o menor coeficiente de variação (6,16%), o que indica uma maior estabilidade nos preços praticados durante os dez leilões analisados.

Na sequência, a Angus aparece com média de R$ 18.842,27, seguida pela Brangus, que detém o maior volume de eventos monitorados, totalizando 14 leilões com média de R$ 18.661,03. O Nelore, raça de grande representatividade nacional, registrou média de R$ 17.903,33 em quatro eventos, enquanto Charolês, Hereford e Devon completam o quadro com médias que variam entre R$ 15,3 mil e R$ 17,5 mil.

Análise de mercado e dispersão de valores

Além do valor absoluto, o estudo da Udesc traz o coeficiente de variação como um indicador técnico essencial. Este índice permite aos pecuaristas entenderem a dispersão dos preços em relação à média. Uma variação mais alta, como a observada na raça Angus (22,30%), sugere uma maior amplitude nos lances, o que pode estar atrelado à qualidade genética específica ou à valorização de linhagens premiadas em leilões pontuais.

É importante ressaltar que, por se tratar de um levantamento parcial, os números estão em constante atualização. A inclusão de novos leilões ao longo da temporada pode alterar o ranking e as médias consolidadas. O trabalho do GMG/Udesc, disponível para consulta pública, serve como um termômetro para o agronegócio regional, auxiliando na tomada de decisão de criadores que buscam otimizar a produtividade e a qualidade do rebanho catarinense.

Para acompanhar os próximos desdobramentos deste levantamento e outras notícias sobre o setor produtivo, continue acompanhando o ConexRS. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, relevantes e contextualizadas sobre os temas que movimentam a economia e o desenvolvimento do nosso estado.

Para mais detalhes técnicos sobre o monitoramento, acesse o portal oficial do Sistema Faesc/Senar.

Fonte: portaldoagronegocio.com.br