As ações da Petrobras (PETR4) registraram um crescimento significativo de mais de 3% nesta terça-feira (15), fazendo com que o valor de mercado da estatal se aproximasse da marca de R$ 700 bilhões, um marco inédito na história da empresa.
Esse aumento expressivo foi impulsionado pela alta dos preços do petróleo Brent, que ultrapassou os US$ 108 por barril, em meio à continuidade do conflito no Oriente Médio. A Petrobras alcançou um valor de mercado de R$ 692,35 bilhões durante o pregão, o que representa um ganho de mais de R$ 22 bilhões em apenas um dia.
As ações da Petrobras foram as principais responsáveis pela alta do Ibovespa, com a PETR3 subindo 3,63%, alcançando R$ 56,23, enquanto a PETR4 avançou 3,09%, atingindo R$ 50,43.
O contrato do petróleo Brent para novembro fechou com uma alta de 2,90%, cotado a US$ 108,75 o barril na Intercontinental Exchange (ICE) em Londres. Esse movimento foi acompanhado por notícias sobre o fechamento de um oleoduto e a suspensão do carregamento de petróleo no porto de Yanbu, na Arábia Saudita.
Petrobras segue a todo vapor
Além do valor de mercado, a produção da Petrobras também se destaca. Dados preliminares da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que a produção de petróleo da estatal alcançou 2,92 milhões de barris por dia em agosto, representando um aumento de 4% em comparação com julho.
Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelo crescimento de 5% na produção do campo de Búzios, além da recuperação operacional nos campos de Itapu e Marlim. Tais resultados reforçam a trajetória de crescimento da estatal e sugerem uma aceleração mais consistente da produção nos últimos meses.
Com esse ritmo, a Petrobras pode encerrar o ano com uma produção superior às projeções de parte do mercado, que estima um total de 2,77 milhões de barris por dia para 2027.
O analista Vicente Falanga, do Bradesco BBI, avalia que os números preliminares são positivos e reforçam a expectativa de continuidade do crescimento da produção da companhia. A Petrobras permanece como uma das principais apostas do setor de óleo e gás, apoiada por sua sólida execução operacional e pelo potencial de expansão da produção nos próximos anos.
Fonte: seudinheiro.com
