A Polícia Civil do Rio Grande do Sul avançou nas apurações sobre o caso da criança de 10 anos que sofreu uma queda em um edifício localizado em Santa Maria, na Região Central do estado. De acordo com as autoridades responsáveis pela investigação, o menino costumava frequentar e brincar na área superior do imóvel momentos antes de o acidente acontecer na última quarta-feira (21).
O inquérito, conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), aponta que o episódio ocorreu após o garoto acessar um terraço na edificação. A dinâmica dos fatos começou a ser esclarecida a partir de relatos colhidos com moradores vizinhos e análises periciais do local.
Dinâmica da queda e estrutura do edifício
Segundo a delegada Luiza Souza, uma vizinha relatou ter avistado o menino sozinho na parte superior do prédio poucos minutos antes de escutar o barulho característico do impacto. A verificação policial detalhou que o terraço onde a criança estava fica posicionado nas proximidades de outro setor, aproximadamente um metro mais baixo, que contava com telhas de cobertura sobre uma claraboia de escadaria.
A investigação aponta que a criança caiu diretamente sobre essa estrutura frágil, rompendo as telhas e despencando para o pavimento inferior. Conforme o levantamento preliminar da polícia, a altura total da queda foi estimada entre 3 e 4 metros, o que acionou imediatamente os serviços de atendimento de emergência na região.
Estado de saúde e atendimento hospitalar
Após o resgate, a vítima foi encaminhada para receber atendimento médico especializado. A última atualização oficial repassada às autoridades indica que o menino sofreu um leve traumatismo craniano decorrente do impacto.
Apesar da gravidade inicial da situação, a delegada responsável informou que o garoto permanece assintomático e não corre risco de morte. Atualmente, a criança está internada em um hospital situado em Porto Alegre, onde recebe acompanhamento médico contínuo e a presença de familiares.
Desdobramentos policiais e prisão de responsáveis
O caso ganhou grande repercussão estadual após a atuação de policiais militares que atenderam a ocorrência inicial. Durante a verificação no apartamento da família, as equipes encontraram entorpecentes, o que resultou na prisão em flagrante da mãe da criança, de 41 anos, e do padrasto, de 28 anos, ambos autuados por tráfico de drogas.
Dados levantados pela polícia indicam que a mulher não possuía passagens anteriores por crimes dessa natureza, registrando apenas antecedentes antigos ligados a delitos patrimoniais. Por outro lado, o padrasto já contava com um registro policial por tráfico de drogas datado de 2020.
A delegacia especializada também apura a conduta prestada pela mãe em relação ao socorro imediato após a queda. Como os familiares permanecem concentrados no suporte hospitalar em Porto Alegre, os depoimentos oficiais dos responsáveis ainda não foram formalizados, e as diligências prosseguem para esclarecer todas as responsabilidades do caso.

