PM de são paulo acusa campanha de lula de descumprir ordem na paulista

PM de são paulo acusa campanha de lula de descumprir ordem na paulista

Política

Um relatório elaborado pela Polícia Militar de São Paulo aponta que a campanha de Lula e órgãos do governo federal, como a Polícia Federal e o GSI, teriam obstruído vias importantes da capital paulista na véspera do primeiro turno. O documento afirma que houve descumprimento de uma determinação expedida pelo Tribunal Regional Eleitoral.

A mobilização ocorreu em meio a um acordo judicial que permitia uma caminhada até a praça Roosevelt, desde que a avenida Paulista e a rua Augusta não fossem bloqueadas. No entanto, o ato gerou momentos de alta tensão entre os organizadores e a corporação subordinada à gestão estadual.

Relato de obstrução e impasse nas ruas

Conforme o relatório assinado pelo major Maurício Bijarta Ferraioli, a via central da capital teve faixas isoladas com grades horas antes do início oficial da movimentação. O oficial relata que tentou exibir o teor da ordem judicial a autoridades presentes, mas encontrou resistência por parte de representantes federais e da coordenação do evento.

O documento detalha ainda que uma viatura da Polícia Federal foi estacionada estrategicamente para impedir o deslocamento dos veículos de som conforme a orientação policial. A tentativa de organizar o fluxo para evitar aglomerações na região central não teria sido acatada pelos responsáveis pela segurança da comitiva.

Tensão e acusações mútuas entre as partes

O comandante do efetivo policial também registrou que foi alvo de ofensas e que organizadores teriam incitado os manifestantes contra a corporação. Diante do cenário de hostilidade e do impasse prolongado, o oficial optou por se retirar do perímetro para evitar o acirrudamento dos ânimos.

Por outro lado, a defesa da campanha refutou veementemente as acusações e atribuiu a responsabilidade do atrito à postura da tropa estadual. O advogado Marco Aurélio Carvalho afirmou que sua atuação teve como objetivo conter a truculência e assegurar a integridade dos cidadãos presentes no ato público.