A Polícia Civil gaúcha prendeu em flagrante dois homens suspeitos de integrar a chamada gangue do Rolex, especializada no roubo de relógios de alto padrão. Naturais de São Paulo, os suspeitos teriam vindo para o Rio Grande do Sul exclusivamente para cometer crimes em bairros nobres da capital. A captura ocorreu após o monitoramento de imagens de segurança e registros feitos por motoristas que flagraram as abordagens violentas nas ruas.
De acordo com as investigações conduzidas pela 4ª e pela 9ª Delegacias de Polícia de Porto Alegre, a dupla é apontada como autora de pelo menos dois assaltos cometidos em dias consecutivos. O primeiro caso ocorreu em uma esquina movimentada, onde um motorista teve um relógio avaliado em R$ 90 mil levado enquanto aguardava a abertura do semáforo. No dia seguinte, outra vítima foi surpreendida e derrubada no chão ao retornar para o veículo em frente a um estabelecimento comercial.
A dinâmica dos assaltos e a fuga planejada
Os criminosos utilizavam uma estratégia minuciosa para dificultar a identificação policial durante os roubos na Região Metropolitana. A dupla dividia as tarefas: enquanto um dos suspeitos abordava diretamente as vítimas usando armas de fogo, o segundo dava cobertura e garantia a fuga rápida em motocicletas. Para despistar as autoridades e confundir testemunhas, os veículos tinham placas e características alteradas constantemente entre um dia e outro de crime.
No sábado, as equipes policiais localizaram as motocicletas em Cachoeirinha e tentaram realizar a abordagem. Os suspeitos desobedeceram à ordem de parada e fugiram. Durante a perseguição, um deles sofreu uma queda da moto e foi detido portando um revólver, enquanto o segundo fugiu até ser capturado horas depois em um bairro da capital com outra arma de fogo municiada.
Apreensões e desdobramentos da investigação
Com a dupla, os agentes apreenderam diversos materiais utilizados na execução dos crimes, incluindo revólveres calibres .22 e .38, motocicletas com registro de furto ou roubo, placas avulsas, celulares e vestimentas empregadas para disfarce. Após passarem por audiência de custódia, os suspeitos tiveram as prisões em flagrante convertidas em preventivas, respondendo por roubo majorado, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo e porte ilegal de arma.
A autoridade policial destacou que o trabalho de inteligência continuará para tentar recuperar os objetos subtraídos e identificar eventuais receptadores. As autoridades também buscam apurar se houve colaboração de moradores locais com a quadrilha paulista para facilitar a logística dos criminosos no estado. Para acompanhar mais atualizações sobre segurança pública e os desdobramentos deste caso, continue navegando pelo g1 Rio Grande do Sul e mantenha-se informado com a cobertura completa do ConexRS.
Fonte: g1.globo.com

