Polícia prende dois suspeitos de integrar a Gangue do Rolex no Rio Grande do Sul

Polícia prende dois suspeitos de integrar a Gangue do Rolex no Rio Grande do Sul

Rio Grande do Sul

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, nesta quinta-feira (15), a Operação Chronos, uma ofensiva estratégica que resultou na prisão de dois homens suspeitos de integrar a chamada Gangue do Rolex. Os investigados foram detidos no município de Taboão da Serra, em São Paulo, mas possuem um histórico de ações criminosas voltadas a alvos de alto poder aquisitivo em Porto Alegre.

Modus operandi e o impacto financeiro dos roubos

O grupo, originário de São Paulo, especializou-se em identificar e subtrair relógios de luxo em áreas nobres da capital gaúcha. Segundo as autoridades, os criminosos realizam um monitoramento prévio, escolhendo vítimas em locais de grande circulação de veículos. O prejuízo estimado causado pelas ações atribuídas a esta dupla específica chega a R$ 480 mil, valor que reflete o alto custo dos itens visados.

As investigações, conduzidas pela 3ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre sob coordenação do delegado Gustavo Silveira Pereira, revelaram que os suspeitos não agiam sozinhos. Eles contavam com uma rede de apoio local na capital e na Região Metropolitana, que fornecia suporte logístico, incluindo armas, motocicletas e locais para estadia temporária. A permanência do grupo no estado costumava ser breve, durando entre poucos dias e uma semana.

Registros de violência em bairros nobres

A brutalidade das abordagens foi documentada em diversas ocasiões. Em março de 2025, um dos suspeitos foi flagrado por câmeras de segurança durante um assalto em um restaurante no bairro Moinhos de Vento. Nas imagens, o homem aparece apontando uma arma de fogo para uma família, que incluía uma criança, enquanto subtraía o relógio de uma das vítimas. Outro registro mostra uma tentativa de roubo frustrada, onde o criminoso ameaça os ocupantes de um carro estacionado próximo a um mercado, fugindo antes da conclusão do crime.

Combate contínuo ao crime organizado

A Polícia Civil gaúcha mantém o monitoramento desse tipo de delito desde 2022. O delegado Rodrigo Bozzetto, diretor da Delegacia Regional de Porto Alegre, destaca que a cooperação entre forças policiais de diferentes estados tem sido fundamental para desarticular essas células criminosas. A Operação Chronos contou com o apoio operacional da 4ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (DEIC/SP), reforçando a integração interestadual no combate ao crime organizado.

Além das prisões em São Paulo, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão no bairro Restinga, em Porto Alegre, onde um veículo utilizado pelo grupo foi recolhido. A estratégia da polícia é desmantelar a estrutura de apoio local que permite a vinda de criminosos de outros estados para cometer delitos rápidos e fugir com os bens. Para mais detalhes sobre esta e outras operações, acompanhe o portal de notícias g1, que segue acompanhando os desdobramentos deste caso e a cobertura completa da segurança pública no Rio Grande do Sul.

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Fonte: g1.globo.com