Milhares de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomaram a orla de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira (12). O ato, realizado em pleno feriado de Nossa Senhora Aparecida, foi marcado por manifestações em defesa da democracia e pelo apoio explícito à candidatura de reeleição do petista, que disputa o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
A mobilização ocupou as duas faixas da avenida Atlântica, reunindo um público diverso que incluiu desde idosos, que relembram a importância do direito ao voto, até jovens estudantes que buscam a continuidade de políticas de acesso ao ensino superior. O clima no local refletiu a polarização do pleito, em um momento decisivo da corrida eleitoral brasileira.
Mobilização popular e o peso do voto
Entre os presentes, a professora aposentada Clara Davidorch, de 87 anos, destacou o valor histórico da participação política. Acompanhada de amigas, ela afirmou que sua presença no ato é uma forma de honrar as lutas por direitos civis. “Vim nesse ato pelo Lula e pelas mulheres que morreram para que eu pudesse votar. Tenho dois filhos e três netos e penso no futuro deles”, declarou, reforçando seu otimismo com o engajamento da juventude na campanha.
Para a estudante de pós-graduação Suelen Geovana, de 25 anos, a motivação é direta: a defesa de políticas públicas que permitiram sua trajetória acadêmica. “Estou aqui porque luto pela democracia, pelo acesso à educação, à saúde e à igualdade para todos. Graças ao governo Lula, pude fazer uma faculdade pública. Entrei como cotista porque venho de uma família pobre”, afirmou.
Contexto eleitoral e o cenário de disputa
O ato em Copacabana ocorre em um momento de intensa disputa nas urnas. No primeiro turno, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 47,03% dos votos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva obteve 45,16%. Esse cenário de proximidade tem impulsionado a militância de ambos os lados a buscar o eleitorado indeciso e a consolidar suas bases nas ruas das principais capitais do país.
A advogada Carolina Estrela, de 43 anos, aproveitou a ocasião para levar seus filhos, Larissa e Davi, à manifestação. Para ela, o evento é uma oportunidade pedagógica. “As crianças devem ser criadas dentro de um movimento de entender o que acontece na dinâmica social. Viver é um ato político”, pontuou, defendendo que o processo democrático exige o convívio com a diversidade de opiniões.
Expansão dos atos pelo estado
A mobilização no Rio de Janeiro não se restringiu a Copacabana. Ao longo desta segunda-feira, diversos pontos do estado registraram atos de apoio ao presidente, incluindo a Praça da Cantareira, em Niterói; a Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão; os Arcos da Lapa, no centro da capital; e a Praça dos Estudantes, em Nilópolis. A estratégia busca capilarizar a campanha e manter o ritmo de mobilização até a votação final.
A Agência Brasil buscou contato com a equipe de campanha de Flávio Bolsonaro para obter informações sobre sua agenda e posicionamento, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço segue à disposição para eventuais manifestações.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

