Minas Gerais amplia produção de ovos em 58,1% ao longo de dez anos e avança em 2026

Minas Gerais amplia produção de ovos em 58,1% ao longo de dez anos e avança em 2026

Agro

A produção de ovos em Minas Gerais registrou um avanço expressivo de 58,1% entre os anos de 2015 e 2025. Esse desempenho consolidou o estado como o segundo maior produtor brasileiro no setor, ficando atrás apenas de São Paulo. No total, foram alcançadas 553,2 milhões de dúzias no ano passado, o que corresponde a 9,6% de toda a produção nacional.

O ritmo de crescimento se manteve firme no primeiro semestre de 2026. De acordo com os dados oficiais divulgados pelo Portal do Agronegócio, a produção mineira de ovos de galinha atingiu 251,5 milhões de dúzias entre janeiro e junho. O número representa uma alta de 4,9% em comparação com as 239,6 milhões de dúzias contabilizadas no mesmo período do ano anterior.

Impacto econômico e geração de empregos no campo

A expansão contínua da atividade avícola reflete diretamente na economia e no mercado de trabalho estadual. O setor reúne atualmente 1.882 propriedades avícolas em território mineiro, movimentando a economia de diversas regiões produtoras e garantindo sustento para milhares de famílias.

Segundo o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Feliciano Nogueira, a avicultura possui uma participação fundamental na geração de trabalho e renda. Os dados oficiais mostram que o setor responde por aproximadamente 26,7 mil empregos diretos e 270 mil indiretos em todo o estado.

Posição de destaque no cenário nacional

O avanço consistente coloca Minas Gerais em posições estratégicas na avicultura brasileira. O estado ocupa atualmente a terceira posição nacional em número de galinhas poedeiras e figura como o quarto maior exportador de ovos do Brasil, abastecendo tanto o mercado interno quanto o comércio exterior.

Em 2025, os estabelecimentos agropecuários mineiros registraram 26,9 milhões de galinhas poedeiras, o equivalente a 9,2% do total nacional. Essa estrutura robusta garante ao estado capacidade competitiva para atender às demandas de exportação e às exigências de qualidade do mercado internacional.

Consumo em alta e desafios sanitários

O crescimento da produção acompanha uma mudança nos hábitos alimentares da população brasileira. Estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apontam que o consumo per capita de ovos deverá alcançar 301 unidades em 2026, representando um salto expressivo de 111,5% em duas décadas.

Para atender a essa demanda crescente sem descuidar da qualidade, especialistas ressaltam a necessidade de investimentos contínuos. A manutenção de rigorosas condições sanitárias nos plantéis e o fortalecimento da infraestrutura produtiva são apontados como pilares essenciais para assegurar a sustentabilidade e o desenvolvimento contínuo da atividade nos próximos anos.

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Fonte: portaldoagronegocio.com.br