Perspectiva de queda na Selic movimenta mercado de fundos imobiliários

Perspectiva de queda na Selic movimenta mercado de fundos imobiliários

Economia

O cenário econômico brasileiro atravessa um momento de reavaliação após o primeiro turno das eleições. Com a expectativa de mudanças na condução política e a possibilidade de uma trajetória de queda para a taxa básica de juros, a Selic, o mercado de renda variável voltou a atrair o olhar atento dos investidores. Entre os ativos que buscam capturar esse movimento, os fundos imobiliários (FIIs) ganham destaque, refletindo o otimismo recente com altas no índice de referência da categoria, o Ifix.

Apesar da reação positiva da bolsa, analistas recomendam cautela. O ambiente eleitoral ainda impõe incertezas, o que pode levar o mercado a exigir prêmios de risco mais elevados para ativos locais até que o cenário macroeconômico se estabilize. Contudo, a projeção de que o Comitê de Política Monetária (Copom) inicie um ciclo de redução dos atuais 13,75% ao ano na taxa Selic alimenta a tese de valorização para os FIIs, que tendem a se beneficiar de juros mais baixos.

Estratégia defensiva e foco em qualidade

Diante das variáveis políticas e econômicas, a recomendação de instituições como o Santander é manter uma postura defensiva. A estratégia consiste em priorizar fundos com operacionais sólidos e portfólios robustos, capazes de garantir a recorrência dos rendimentos mensais independentemente da volatilidade externa. É justamente essa combinação de previsibilidade e qualidade que coloca o Vinci Logística (VILG11) e o JS Real Estate Multigestão (JSRE11) no topo das indicações de corretoras e bancos para o mês de outubro.

VILG11 e a força do setor logístico

O VILG11 consolidou-se como a preferência do Santander para o segmento de logística. O fundo gerencia 12 galpões distribuídos por sete estados, totalizando uma área bruta locável (ABL) de cerca de 436 mil metros quadrados. Com um patrimônio líquido de R$ 1,63 bilhão e uma base de 149 mil cotistas, o ativo mantém uma taxa de ocupação expressiva de 93%, atendendo a 60 locatários distintos.

A previsibilidade de receita é um dos pilares da tese, uma vez que 87% dos contratos de locação possuem vencimentos programados apenas para depois de 2028. Além da gestão ativa, que inclui a recente aquisição de um galpão em Campinas com cap rate de 9,7%, o fundo negocia com um desconto de 15% em relação ao seu valor patrimonial. A estimativa do Santander para o dividend yield nos próximos 12 meses é de aproximadamente 10,60%.

O potencial do JSRE11 no cenário híbrido

O JSRE11, fundo de regime híbrido, aparece como uma oportunidade para investidores que buscam ativos descontados. Atualmente, o fundo é negociado com um deságio de cerca de 40% frente ao seu valor patrimonial. A XP Investimentos, que mantém recomendação para o fundo, destaca a alta qualidade do portfólio, que conta com R$ 2,10 bilhões em valor patrimonial e uma base de 64 locatários.

Com uma taxa de ocupação de 99,5%, o fundo demonstra resiliência e potencial de reajuste nos contratos de aluguel. A gestão é reconhecida pelo histórico de geração de valor, e a expectativa de dividend yield para o próximo ano gira em torno de 10,40%. Para investidores que buscam diversificação, o JSRE11 representa uma alternativa que, embora ignorada por parte do mercado, mantém fundamentos sólidos de longo prazo.

O ConexRS segue acompanhando de perto os desdobramentos da política econômica e seus reflexos diretos no bolso do brasileiro. Para continuar recebendo análises aprofundadas sobre o mercado financeiro e outros temas relevantes, acompanhe nossas atualizações diárias e mantenha-se informado com credibilidade.

Fonte: seudinheiro.com