O estado de São Paulo deu início, nesta quarta-feira (14), a uma das etapas mais críticas do cronograma eleitoral: a preparação de mais de 114 mil urnas eletrônicas que serão utilizadas no segundo turno das eleições 2026, marcado para o dia 25 de outubro. A operação, coordenada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), mobiliza equipes técnicas em todo o território paulista para garantir que os equipamentos estejam prontos para receber o voto dos eleitores.
Somente na capital paulista, o volume de máquinas preparadas supera a marca de 28 mil unidades. O processo, que ocorre em cerimônias públicas, visa assegurar a transparência e a integridade do pleito. Além das urnas destinadas às seções eleitorais, o contingente total inclui equipamentos de contingência, essenciais para a substituição imediata caso algum terminal apresente falhas técnicas durante o dia da votação.
Agilidade na configuração das urnas eletrônicas
Diferente do primeiro turno, quando o sistema precisou ser configurado para múltiplos cargos, o trabalho para o segundo turno ganha celeridade. Segundo Erick Viana, chefe de cartório da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, a reprogramação é simplificada porque o ambiente de votação já está estabelecido. O foco agora é ajustar o software para a disputa presidencial, que concentra a atenção dos eleitores paulistas, já que o cargo de governador foi definido na etapa anterior.
O procedimento técnico começa com a geração de mídias — dispositivos de memória que carregam os dados oficiais das candidaturas. Após a inserção dessas informações, cada urna passa por testes rigorosos de funcionamento. Uma vez aprovadas, as máquinas são lacradas com identificações específicas de local e seção, sendo armazenadas sob custódia até a véspera do pleito, quando são distribuídas aos locais de votação.
Logística e segurança do processo eleitoral
A segurança é um pilar central durante toda a fase de preparação. As caixas que acondicionam as urnas são lacradas e assinadas por autoridades, incluindo juízes eleitorais, promotores e representantes de partidos políticos e coligações. O TRE-SP estabeleceu como meta concluir a preparação de todos os equipamentos até o dia 23 de outubro, garantindo que a logística de distribuição ocorra sem imprevistos.
Apesar da complexidade, o sistema é desenhado para impedir qualquer uso antecipado das máquinas. A programação interna bloqueia o acesso às funções de votação até o horário oficial de início do pleito, reforçando a blindagem tecnológica contra eventuais tentativas de manipulação ou uso indevido dos equipamentos.
Expectativas para o segundo turno em São Paulo
O cenário para o dia 25 de outubro é de otimismo por parte da Justiça Eleitoral. No primeiro turno, o estado enfrentou desafios climáticos severos, com fortes chuvas e ventanias que forçaram, em casos isolados, a transferência de locais de votação e a extensão do horário de funcionamento de algumas seções para atender eleitores que ainda aguardavam em filas.
O presidente do TRE-SP, José Antonio Encinas Manfré, destacou que, apesar das intempéries, o balanço da primeira etapa foi satisfatório. A expectativa para o segundo turno é de um fluxo mais rápido de eleitores, dado que a cédula eletrônica apresentará apenas um cargo em disputa. A agilidade no processo de votação deve reduzir a formação de filas e mitigar os impactos de possíveis instabilidades meteorológicas, permitindo uma experiência mais fluida para o cidadão.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

