O deputado federal reeleito pelo Paraná, Sérgio Souza, iniciou as articulações para definir o norte da atuação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no ciclo político que se consolida em 2027. Em um momento de pressão sobre as margens de lucro no campo, o parlamentar defende que a agenda legislativa precisa priorizar a sobrevivência financeira dos produtores rurais brasileiros frente aos desafios econômicos e climáticos.
O cenário de crise e a pressão sobre a produção
O diagnóstico apresentado por Souza aponta para um cenário de exaustão financeira em diversas cadeias produtivas. O parlamentar destacou que a combinação de custos de produção elevados, que comprimem a rentabilidade, com a instabilidade climática, tem colocado muitos produtores em uma situação de vulnerabilidade extrema. A falta de uma rede de proteção robusta, como o seguro rural, agrava o quadro, deixando o setor exposto a perdas que, muitas vezes, inviabilizam a continuidade da atividade na safra seguinte.
Foco na renegociação e sustentabilidade financeira
Diante desse contexto, o deputado coloca a renegociação de passivos como a espinha dorsal das discussões no Congresso Nacional. A proposta central defendida pelo representante da FPA envolve mecanismos de securitização de dívidas, buscando aliviar o fluxo de caixa dos produtores que acumularam prejuízos nos últimos anos. A estratégia visa transformar o endividamento atual em condições de pagamento mais sustentáveis, evitando o colapso de propriedades rurais que são fundamentais para a balança comercial do país.
Agenda legislativa para o fortalecimento do setor
Além da questão do endividamento, a bancada do agro projeta uma atuação focada em três pilares fundamentais para a próxima etapa da legislatura. O primeiro ponto é a busca por uma política de juros mais acessível, que permita o financiamento da safra sem comprometer a viabilidade econômica do negócio. Em segundo lugar, a pauta inclui a redução estrutural dos custos de produção, que envolve desde a logística até a aquisição de insumos.
Por fim, a criação de garantias reais para o produtor em casos de eventos climáticos extremos surge como uma necessidade urgente. Para o parlamentar, o agronegócio não é apenas um setor econômico isolado, mas a base que sustenta o desenvolvimento nacional, integrando desde o pequeno agricultor familiar até o grande produtor exportador. O fortalecimento do campo, segundo Souza, é uma condição inegociável para a estabilidade econômica do Brasil.
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Fonte: canalrural.com.br

