Temporais com granizo deixam milhares de afetados e feridos no Rio Grande do Sul

Temporais com granizo deixam milhares de afetados e feridos no Rio Grande do Sul

Municípios

Uma sequência de eventos climáticos severos, incluindo fortes vendavais e queda de granizo, atingiu diversas regiões do Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira (25). De acordo com o balanço mais recente divulgado pela Defesa Civil do RS, o impacto dos temporais se estende por 44 municípios, deixando um rastro de destruição em infraestruturas urbanas e rurais.

Impacto humano e danos materiais em 44 municípios

O levantamento oficial, atualizado na manhã desta segunda-feira (28), aponta que 12.881 pessoas foram diretamente afetadas pelas intempéries. Até o momento, não foram registradas mortes ou desaparecimentos, mas quatro pessoas sofreram ferimentos. O município de Pontão concentra o maior número de feridos, com dois registros, enquanto Alegrete e Capão do Cipó contabilizam um ferido cada.

A força do granizo causou danos significativos em 2.727 residências, além de 35 destelhamentos parciais e uma residência alagada. Além das moradias, a infraestrutura pública também foi duramente atingida: seis escolas, dois estabelecimentos de saúde e outros dois prédios públicos sofreram avarias. O setor privado também contabiliza prejuízos, com 16 estabelecimentos comerciais danificados.

Cenário regional e cidades mais atingidas

A região Central e a Fronteira Oeste foram as áreas mais castigadas pelo fenômeno. Em Santiago, o impacto foi expressivo, com cerca de 5 mil moradores afetados e mil casas danificadas, além de danos em quatro escolas e uma unidade de saúde. A situação reflete a vulnerabilidade das estruturas locais diante de eventos de granizo de grande intensidade.

Em Alegrete, o cenário é de 2.011 pessoas afetadas e 400 casas com avarias. O município também enfrenta problemas na rede elétrica, com danos registrados em quatro postes ou trechos de fiação. Já em Santana do Livramento, 1.400 pessoas foram impactadas, com 350 imóveis danificados. Capão do Cipó e Erval Grande também figuram entre as cidades com maior volume de danos, somando centenas de desalojados e desabrigados.

Assistência e monitoramento da Defesa Civil

Atualmente, o estado contabiliza dez pessoas desabrigadas e 106 desalojadas, que precisaram deixar suas casas temporariamente devido aos danos estruturais. As equipes da Defesa Civil seguem em campo realizando o trabalho de validação dos dados e prestando assistência às famílias atingidas. Como os números são preliminares, a expectativa é que o balanço seja atualizado conforme as prefeituras reportem novas ocorrências.

O monitoramento meteorológico permanece ativo, uma vez que a instabilidade climática tem sido uma constante no território gaúcho nos últimos meses. A população deve manter a atenção aos alertas emitidos pelos órgãos oficiais e buscar abrigo seguro durante os episódios de tempestades severas.

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Fonte: agorars.com