Um forte terremoto de magnitude entre 5,9 e 6,1, conforme diferentes centros internacionais de monitoramento sísmico, atingiu neste sábado (27) a região montanhosa de Hindu Kush, no nordeste do Afeganistão. O tremor foi sentido em diversas cidades afegãs, incluindo Cabul, e também em Islamabad, Peshawar, Lahore e outras localidades do Paquistão, levando milhares de pessoas a deixarem casas, prédios e estabelecimentos comerciais por precaução.
Segundo a Agência Brasil, o terremoto ocorreu a cerca de 100 quilômetros de profundidade, característica comum na região de Hindu Kush. Tremores profundos costumam ser sentidos em uma área muito extensa, embora geralmente provoquem menos destruição na superfície do que terremotos rasos. A profundidade explica por que o abalo foi percebido até em regiões do norte da Índia, sem registros imediatos de grandes danos.
Autoridades descartam vítimas nas primeiras horas
Até a divulgação dos primeiros boletins oficiais, não havia confirmação de mortes ou feridos no Afeganistão ou no Paquistão. Equipes de emergência permaneceram mobilizadas para avaliar possíveis danos em áreas remotas, especialmente nas províncias montanhosas próximas ao epicentro.
De acordo com informações publicadas pela Folha de S.Paulo e pelo Jornal do Comércio, moradores relataram momentos de tensão enquanto o solo tremia durante vários segundos. Em diversas cidades, pessoas interromperam atividades e permaneceram em áreas abertas até que o risco de novos abalos diminuísse.
Região convive com terremotos frequentes
O maciço de Hindu Kush é considerado uma das zonas sísmicas mais ativas do planeta. A região está localizada no encontro das placas tectônicas Indiana e Eurasiática, cuja movimentação gera terremotos frequentes, alguns deles superiores à magnitude 7.
Os especialistas explicam que muitos dos sismos registrados nessa área ocorrem em grande profundidade, resultado da subducção da placa Indiana sob a Eurasiática. Esse processo geológico faz com que terremotos sejam sentidos simultaneamente em países como Afeganistão, Paquistão, Tajiquistão e norte da Índia.
Histórico recente preocupa autoridades
Apesar da ausência inicial de vítimas neste episódio, a região acumula um histórico de tragédias. Em 2022, um terremoto de magnitude 6,2 matou mais de 1.100 pessoas no leste do Afeganistão, enquanto outros eventos registrados nos últimos anos deixaram milhares de desabrigados devido à fragilidade das construções e à dificuldade de acesso às comunidades montanhosas.
A recorrência desses fenômenos mantém autoridades em alerta permanente. Organismos internacionais destacam que o crescimento populacional em áreas de risco, aliado à infraestrutura limitada, faz com que terremotos de intensidade moderada possam causar impactos humanitários significativos quando atingem regiões densamente povoadas.
Diferença na magnitude
Os diferentes órgãos sismológicos divulgaram magnitudes distintas para o mesmo evento. O Departamento Meteorológico do Paquistão informou magnitude 5,9, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou 6,1 e o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC) apontou 6,0. Essa variação é considerada normal, pois cada instituição utiliza metodologias próprias para calcular a intensidade dos terremotos.
