Tomate entra no programa de garantia de preços para agricultura familiar

Tomate entra no programa de garantia de preços para agricultura familiar

Geral

A nova dinâmica de preços para o tomate

O cultivo de tomate passa a integrar, a partir de agosto, a lista de produtos contemplados pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF). A medida, oficializada pela Portaria SAF/MDA nº 372, publicada no Diário Oficial da União, visa oferecer suporte financeiro aos produtores que enfrentam oscilações no mercado. Os bônus de desconto entram em vigor no dia 10 de agosto e permanecem válidos até o dia 9 de setembro.

Este benefício é direcionado especificamente aos agricultores familiares dos estados da Bahia e do Piauí. A inclusão do tomate no programa reflete a necessidade de proteger a renda do pequeno produtor diante de variações nos preços de mercado, que, quando abaixo do valor de garantia estabelecido, permitem o abatimento nas parcelas de financiamento do Pronaf.

Funcionamento e impacto do PGPAF

O PGPAF atua como um mecanismo de segurança para o agricultor familiar. Quando o valor de mercado de um produto cai abaixo do preço de referência, o governo federal concede um bônus que pode ser utilizado para amortizar as parcelas de crédito rural. Atualmente, a lista do programa abrange 19 produtos distintos, que são revisados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A definição desses valores baseia-se em estudos detalhados sobre os custos de produção, realizados pela estatal. O objetivo é garantir que o agricultor não sofra prejuízos insustentáveis quando a oferta supera a demanda ou quando fatores sazonais pressionam os preços para baixo. O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) é o órgão responsável pela publicação mensal das portarias que regulamentam esses descontos.

Mudanças na lista de produtos e estados

Além da entrada do tomate, a atualização de agosto trouxe alterações significativas para outras culturas. O alho, por exemplo, passou a contar com bonificação em Minas Gerais. Já a manga e a raiz de mandioca foram incluídas para produtores mineiros, enquanto a banana passou a contemplar agricultores do Espírito Santo e a laranja, produtores do Paraná.

Em contrapartida, alguns produtos deixaram o programa devido à recuperação de seus preços no mercado. O cacau e o sisal foram removidos da lista de bonificação após superarem o valor de referência estipulado pelo programa. Entre os destaques de descontos mais elevados, a laranja em Sergipe lidera com 73,64%, seguida pela raiz de mandioca no Espírito Santo, com 52,70%, e o alho no Rio Grande do Sul, com 50,61%.

Compromisso com o setor produtivo

A gestão desses bônus é fundamental para a manutenção da atividade agrícola em diversas regiões do país. Ao oferecer previsibilidade, o programa permite que o produtor planeje melhor sua safra e se mantenha competitivo. Para acompanhar as variações de mercado e as atualizações constantes sobre o agronegócio brasileiro, continue acompanhando o Conexrs. Nosso compromisso é levar até você informações precisas, contextuais e relevantes para o desenvolvimento da economia regional e nacional.

Fonte: canalrural.com.br