Centrais sindicais intensificam pressão no Senado pelo fim da escala 6x1

Centrais sindicais intensificam pressão no Senado pelo fim da escala 6×1

Política

Mobilização nacional por mudanças na jornada de trabalho

As principais centrais sindicais do Brasil iniciaram uma ofensiva coordenada para pressionar o Senado Federal pela votação do fim da escala 6×1. A estratégia, que envolve uma ampla campanha de panfletagem, busca garantir que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho seja apreciada pelos parlamentares antes das eleições de outubro. A mobilização ocorre logo após o retorno do recesso legislativo, sinalizando uma retomada urgente da pauta no Congresso Nacional.

A campanha, que ocorre entre os dias 10 e 14 de agosto, tem presença confirmada em todas as capitais do país e em diversos municípios da Grande São Paulo. Sob a hashtag #VOTASENADO, os materiais gráficos distribuídos em locais de grande circulação, como estações de metrô, terminais de ônibus e praças, reforçam a reivindicação central: a redução da jornada de trabalho sem a redução dos salários dos trabalhadores.

Articulação sindical e alcance da campanha

O movimento é encabeçado por um bloco robusto de entidades, incluindo a CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), NCST, Intersindical, Pública e FST. Segundo Miguel Torres, presidente da Força Sindical, a meta é distribuir mais de 600 mil folhetos durante os cinco dias de ação direta, visando dialogar diretamente com a classe trabalhadora sobre os impactos da atual escala de trabalho.

“Tivemos uma vitória muito importante na Câmara em maio, desde 1988 não se mexia na jornada de trabalho, mas a pauta parou no Senado. Vamos nos mobilizar a partir desta semana, com a volta do recesso”, afirmou Torres. A expectativa das centrais é que o volume de materiais e a presença física nas ruas consigam elevar o debate público e forçar uma movimentação célere na Casa revisora.

Trâmite legislativo e diálogo com o Senado

A proposta avançou na Câmara dos Deputados em 27 de maio, marcando um momento histórico para as relações trabalhistas brasileiras. No entanto, para que a mudança se torne realidade, o texto precisa superar as etapas regimentais no Senado, onde deve ser aprovado em dois turnos de votação, exigindo o apoio de pelo menos 49 senadores para ser promulgado.

O diálogo com a cúpula do Senado já começou. Em 1º de julho, dirigentes sindicais foram recebidos pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Durante o encontro, o parlamentar demonstrou interesse técnico na proposta, chegando a questionar o período de transição de 14 meses previsto no texto original e solicitando à sua equipe técnica a análise de possíveis alternativas para viabilizar a implementação da medida.

O Conexrs segue acompanhando de perto os desdobramentos desta pauta fundamental para o mercado de trabalho brasileiro. Para se manter informado sobre as decisões que impactam a sua rotina e os rumos da política nacional, continue acessando nosso portal, onde trazemos diariamente análises aprofundadas e notícias apuradas com o compromisso de levar informação de qualidade até você.

Fonte: redir.folha.com.br