No dia 15 de setembro de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) realizou uma sessão crucial para deliberar sobre a possível abertura de uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O evento foi marcado por um forte esquema de segurança, que incluiu o uso de drones equipados com câmeras térmicas, uma tecnologia que tem se mostrado cada vez mais relevante em operações de segurança pública.
Como funcionam os drones térmicos
Os drones com câmeras térmicas captam o calor emitido por corpos ou objetos, ao contrário das câmeras convencionais que dependem da luz visível. De acordo com a Dji, uma das principais fabricantes de drones do mundo, esses dispositivos convertem diferenças de temperatura em um “mapa térmico” visual. As áreas mais quentes são destacadas em cores vibrantes, como vermelho e laranja, enquanto as regiões mais frias aparecem em tons mais escuros, como azul e roxo.
Essa tecnologia permite que os drones térmicos operem com eficácia tanto durante o dia quanto à noite, conseguindo até mesmo enxergar através de obstáculos visuais leves, como folhagens e fumaça. A plataforma The Drone U, especializada em treinamento para pilotos de drones, ressalta que esses dispositivos são capazes de cobrir grandes áreas em poucos minutos, proporcionando uma consciência situacional em tempo real para as equipes de segurança, sem expor os policiais a riscos desnecessários.
Aplicações na segurança pública
No contexto do julgamento de Moraes, os drones térmicos desempenharam um papel crucial na vigilância de áreas externas e perímetros de prédios públicos, além de monitorar grandes multidões. Essa tecnologia permite a identificação imediata da presença e movimentação de indivíduos, o que é essencial em situações de segurança potencialmente arriscadas.
Além disso, os drones podem detectar pessoas escondidas atrás de barreiras, vegetação ou veículos, rastrear invasores em potencial e monitorar pontos de aglomeração, ajudando a prevenir distúrbios. Isso garante que as equipes em solo recebam coordenadas exatas para atuar de maneira preventiva e eficaz.
Planejamento integrado de segurança
O planejamento de segurança para o julgamento foi realizado de forma integrada entre diversas instituições, incluindo a Secretaria de Polícia Judicial do STF, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e as forças de segurança do Distrito Federal.
Essa atuação conjunta envolveu o compartilhamento de inteligência, avaliação de riscos e a definição de efetivos, além de revistas e bloqueios de acesso. O espaço aéreo também foi restrito, e o monitoramento dos drones térmicos da Polícia Militar do Distrito Federal foi um componente essencial desse esquema de segurança.
Medidas de segurança no plenário
O acesso ao plenário do STF foi restrito a pessoas credenciadas, com todos os pontos de entrada equipados com portais detectores de metais e equipamentos de raio-X. Celulares foram colocados em sacolas de segurança lacradas e deveriam permanecer desligados durante a sessão. A Esplanada dos Ministérios também ficou fechada na altura da Alameda das Bandeiras, como parte das medidas de segurança.
Os ministros do STF se reuniram para decidir se deveria ser aberta uma investigação sobre Alexandre de Moraes, em relação a elementos reunidos pela Polícia Federal sobre sua conexão com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. No entanto, a sessão foi suspensa após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que pode levar até 90 dias para devolver o caso para discussão.
A questão de ordem levantada pelo ministro Gilmar Mendes também permanece em aberto, pedindo que a análise da situação de Moraes seja feita em conjunto com outro processo que investiga supostas irregularidades na condução da relatoria dos casos Master e INSS.
O uso de drones térmicos no julgamento de Moraes ilustra a crescente importância da tecnologia na segurança pública, especialmente em eventos de grande relevância. À medida que a tecnologia avança, a integração de soluções inovadoras como essas se torna essencial para garantir a segurança em situações críticas.
Fonte: redir.folha.com.br
