PT aciona TSE contra site de Flávio Bolsonaro por suposta propaganda irregular

PT aciona TSE contra site de Flávio Bolsonaro por suposta propaganda irregular

Política

Ação judicial questiona transparência em plataforma de campanha

A coligação que apoia a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou, neste domingo (20), uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando a suspensão do site “TV Celular”. O portal, vinculado à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), é alvo de questionamentos por parte do PT e seus aliados, que apontam a ausência de identificação obrigatória em conteúdos de propaganda eleitoral.

A petição, protocolada junto ao ministro André Mendonça, reúne partidos como PCdoB, PV, PSB, PDT e a federação PSOL-Rede. O argumento central da acusação é que a plataforma, desenhada para transmitir conteúdo 24 horas e disponibilizar “cortes” de vídeos para download, não cumpre as normas de transparência exigidas pela legislação eleitoral brasileira.

O cerne da disputa sobre a identificação eleitoral

Segundo a representação, nem a página inicial do site, nem as páginas individuais de cada vídeo exibem de forma clara e imediata que o material constitui propaganda eleitoral em favor de um candidato. O PT sustenta que, ao consumir o conteúdo, o eleitor é privado de informações básicas, como a legenda partidária ou a identificação de que se trata de material de campanha.

Dados apresentados pelo partido indicam que, de um total de 883 conteúdos disponíveis na plataforma, apenas 15 estariam devidamente identificados com os nomes de Flávio Bolsonaro, seu vice, Alfredo Gaspar, e o partido PL. Embora o site tenha apresentado instabilidade e retornado com algumas alterações de rotulagem neste domingo, o PT mantém o pedido de suspensão integral da página ou, subsidiariamente, a desativação da funcionalidade de download dos vídeos.

Expansão de conflitos no ambiente digital

Este movimento jurídico é mais um capítulo na escalada de tensões entre as campanhas no ambiente virtual. No sábado (19), o PT já havia acionado a Corte Eleitoral contra o candidato do PL, questionando o uso de “collabs” (publicações colaborativas) no Instagram. O partido alega que o senador utiliza uma rede articulada de 492 perfis para impulsionar publicações, o que, na visão da acusação, configuraria uma manobra para burlar regras de alcance e monetização.

A coligação de Lula argumenta que essa estrutura coordenada não apenas dissemina propaganda eleitoral, mas também estaria atrelada a estratégias de venda de produtos, gerando remuneração indireta. O PT defende que tais práticas violam as normas que restringem o impulsionamento e a monetização de conteúdos políticos, pedindo, inclusive, a cassação e a inelegibilidade do candidato.

O ConexRS segue acompanhando os desdobramentos desta disputa jurídica e o impacto das decisões do TSE no cenário eleitoral. Para se manter informado sobre os bastidores da política nacional e as decisões que moldam o futuro do país, continue acompanhando nossas atualizações diárias com credibilidade e análise aprofundada.

Fonte: redir.folha.com.br