Mercado de soja encerra semana com estabilidade e cautela entre produtores

Mercado de soja encerra semana com estabilidade e cautela entre produtores

Geral

O mercado brasileiro de soja encerrou a última sexta-feira (25) mantendo um ritmo de negociações contido. Com poucas ofertas disponíveis e um ambiente de baixa movimentação, os preços registraram poucas alterações significativas nas principais praças produtoras do país. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário atual reflete um alívio nos chamados “basis” locais, embora o mercado interno permaneça travado.

Essa estagnação também foi observada nos portos, onde a ausência de movimentos firmes de compra e venda marcou o fechamento do período. A cautela dos produtores, somada à espera por definições mais claras no cenário internacional, tem sido o tom predominante das transações ao longo dos últimos dias.

Dinâmica de preços nas regiões produtoras

No Rio Grande do Sul, as cotações permaneceram inalteradas, com a saca de soja sendo negociada a R$ 156,00 em Passo Fundo e a R$ 157,00 em Santa Rosa. No Paraná, o mercado em Cascavel também manteve a estabilidade, cotado a R$ 151,00 por saca. Em Rondonópolis, no Mato Grosso, o preço seguiu o mesmo padrão, fixado em R$ 147,00.

Houve variações pontuais em outros estados: em Dourados (MS), a saca apresentou uma leve valorização, subindo de R$ 147,50 para R$ 148,00. Em contrapartida, Rio Verde (GO) registrou um recuo, com o preço passando de R$ 148,00 para R$ 147,00. Nos portos, a referência em Paranaguá (PR) permaneceu em R$ 162,00, enquanto em Rio Grande (RS) o valor se manteve em R$ 164,00.

Volatilidade na Bolsa de Chicago

O cenário internacional na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) foi marcado por oscilações. Após operar em terreno negativo durante parte da sessão, o mercado conseguiu reverter a tendência, fechando com leves ganhos no spot. Esse movimento foi sustentado, em parte, pela valorização do dólar ao longo do dia, que ajudou a mitigar pressões de baixa.

Os investidores seguem atentos aos desdobramentos das relações comerciais entre Estados Unidos e China. Embora o governo norte-americano tenha sinalizado a formalização de acordos para determinados produtos, o mercado aguarda os detalhes técnicos que devem ser divulgados na próxima segunda-feira. Até o momento, a cúpula entre as duas potências não trouxe novos compromissos concretos para a compra de grãos.

Fatores climáticos e cambiais

Além da geopolítica, o clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos exerce influência sobre as cotações. As chuvas persistentes na região têm atrasado o início da colheita, o que restringe a oferta imediata de soja disponível para processamento. Por outro lado, a queda nos preços do petróleo, motivada por possíveis negociações diplomáticas envolvendo o Estreito de Ormuz, atuou como um fator de pressão negativa sobre as commodities durante a sessão.

No âmbito cambial, o dólar comercial fechou em baixa de 0,17%, cotado a R$ 5,1847 para venda. Apesar da queda no dia, a moeda norte-americana acumulou uma valorização de 0,72% ao longo da semana, o que continua sendo um ponto de atenção para a rentabilidade do produtor brasileiro e para a competitividade das exportações.

O ConexRS segue acompanhando de perto as movimentações do agronegócio e os impactos econômicos que moldam a rotina do campo. Continue conosco para se manter informado com análises precisas, dados atualizados e o contexto que você precisa para entender o mercado brasileiro.

Fonte: canalrural.com.br