A semana começou com uma pressão significativa sobre o mercado de soja na Bolsa de Chicago, após a China decidir manter a tarifa sobre o grão dos Estados Unidos. Essa decisão frustrou expectativas de aumento nas compras chinesas, impactando diretamente as cotações internacionais. No entanto, no Brasil, o efeito foi parcialmente mitigado pela valorização do dólar.
Decisão chinesa e suas implicações
A China anunciou a redução de tarifas para diversos produtos agrícolas dos Estados Unidos, mas manteve a soja fora dessa lista. A oleaginosa norte-americana continua sujeita a uma tarifa adicional de 10%, o que mantém um obstáculo significativo para as compras por esmagadoras privadas chinesas. Essa decisão foi um balde de água fria para o mercado, que esperava um incremento nas exportações para o país asiático.
Reação do mercado em Chicago
Na manhã desta segunda-feira, o contrato de novembro de 2026 para a soja caía 20,50 pontos, sendo cotado a US$ 12,98 por bushel. O contrato de janeiro de 2027 também registrava queda, cotado a US$ 13,12 por bushel. Essas movimentações refletem a incerteza gerada pela decisão chinesa e a expectativa de novos negócios que possam sustentar os preços.
Impacto no mercado brasileiro
No Brasil, a queda nas cotações internacionais encontrou um mercado físico com oferta limitada. Os produtores estão cautelosos, tanto na venda da safra remanescente de 2025/26 quanto na contratação antecipada da produção de 2026/27. O dólar mais alto, cotado a R$ 5,2005, oferece algum suporte aos preços em reais, mas não compensa totalmente a queda observada em Chicago.
Condições climáticas e plantio no Brasil
Os produtores brasileiros também enfrentam incertezas climáticas que influenciam suas decisões de venda. No Paraná, o plantio da nova safra atingiu 15% da área projetada, enquanto em Mato Grosso, a semeadura chegou a 3,87%. A distribuição das chuvas e as condições de umidade são fatores críticos que afetam o ritmo do plantio e, consequentemente, as decisões comerciais dos produtores.
Perspectivas para o mercado de soja
Nos próximos dias, o mercado estará atento a diversos fatores que podem influenciar os preços da soja, incluindo novas compras chinesas, o avanço da colheita nos Estados Unidos, as condições climáticas no Brasil e as oscilações do dólar. A expectativa é de que esses elementos definam a direção dos preços, em um cenário ainda marcado por incertezas.
Continue acompanhando o ConexRS para mais atualizações sobre o mercado agrícola e outras notícias relevantes.
Fonte: portaldoagronegocio.com.br
