O estado de São Paulo implementou novas diretrizes para o manejo de laranjeiras afetadas pelo greening, uma doença que ameaça a citricultura. As novas regras determinam que, em municípios com alta incidência da doença, apenas as árvores infectadas com até três anos devem ser removidas. Em regiões com baixa presença do greening, todas as árvores precisam ser cortadas.
Impacto nas regiões mais afetadas
Limeira, Porto Ferreira e Avaré são as cidades mais impactadas, com índices de contaminação de 82,1%, 72,43% e 69,5%, respectivamente. O levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) destaca a importância dessas medidas para conter a disseminação da doença. No último ano, o greening atingiu 48% das plantações no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais, um leve aumento em relação a 2025.
Controle e renovação dos pomares
O crescimento da doença foi o menor da última década, permitindo aos agricultores renovar seus pomares. Apesar disso, a severidade da doença aumentou, afetando a capacidade produtiva das árvores. Nas áreas mais produtivas, a severidade subiu de 25,9% para 31%.
Manejo e uso de fertilizantes
Leonardo Sodré, CEO da GiroAgro, enfatiza o uso de fertilizantes líquidos de alta concentração como essencial para a competitividade da citricultura brasileira. Segundo ele, o manejo adequado melhora a produtividade e a qualidade dos frutos, fortalecendo a posição do Brasil como líder mundial na produção de cítricos.
Regras de monitoramento e documentação
Os agricultores devem monitorar o inseto transmissor a cada 15 dias e manter registros detalhados das inspeções e produtos utilizados. Essa documentação deve estar disponível para fiscalização por cinco anos. As perdas nas lavouras serão custeadas pelos próprios produtores, sem indenização.
As novas regras visam equilibrar a necessidade de controle da doença com a viabilidade econômica dos pomares. Acompanhe o ConexRS para mais atualizações sobre o setor agrícola e outras notícias relevantes.
Fonte: canalrural.com.br
