Zema mantém candidatura à Presidência e aposta em união da direita no segundo turno

Zema mantém candidatura à Presidência e aposta em união da direita no segundo turno

Política

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reafirmou nesta terça-feira (29) sua decisão de seguir com a candidatura à Presidência da República até o encerramento do pleito. Em meio a um cenário de pressão interna e movimentações estratégicas de aliados, o político mineiro descartou qualquer possibilidade de desistência, mantendo o tom de resistência que tem marcado sua trajetória nesta reta final de campanha.

Pressão interna e o movimento de correligionários

O posicionamento de Zema ocorre em um momento de turbulência dentro do partido Novo. A pressão por uma união em torno de outras candidaturas da direita intensificou-se após a desistência de Ricardo Salles, que abdicou de sua candidatura ao Senado na segunda-feira (28) para apoiar os nomes de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). O movimento de Salles, justificado pelo temor de uma eventual reeleição do presidente Lula (PT), acabou por ecoar em outras instâncias da legenda.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também se somou aos críticos da manutenção da candidatura de Zema, defendendo publicamente a convergência das forças de direita. Além disso, o candidato enfrenta uma debandada pontual de apoio, como o caso de Marina Helena (SP), que oficializou na semana passada sua adesão à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

A estratégia de Zema na reta final

Em entrevista ao portal Plox, durante agenda pública em Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, Zema comparou a disputa eleitoral a uma partida esportiva. “Irei até o último minuto. Tenho compromisso com o meu partido, meus apoiadores e comigo mesmo. Nunca desistir de nada. Acho que sair de campo antes de o juiz apitar é meio esquisito”, declarou o candidato. Para ele, a perda de apoios é um fenômeno natural da política, minimizando o impacto das movimentações de correligionários que optaram por mudar de lado a poucos dias da votação.

Os dados mais recentes da pesquisa Quaest, divulgada na segunda-feira (28), mostram o desafio enfrentado pelo ex-governador. Zema aparece com 1% das intenções de voto, figurando atrás de nomes como Augusto Cury (Avante), com 4%, Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%. O cenário é liderado por Lula, com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 34%.

Perspectivas para um eventual segundo turno

Mesmo com o desempenho nas pesquisas, Zema mantém o discurso de que a unidade da direita será inevitável em um eventual segundo turno. O ex-governador aposta que o antagonismo ao projeto petista será o fator aglutinador necessário para reunir os diferentes espectros conservadores. “Tenho certeza que no segundo turno nós, da direita, estaremos todos juntos contra o PT. O PT, para mim, é o destruidor do Brasil e já foi de Minas Gerais. Essa minha luta continuará sempre”, reforçou.

O cenário eleitoral de 2026 segue em ritmo acelerado, com os candidatos ajustando suas estratégias para os últimos dias de campanha. O ConexRS continua acompanhando de perto os desdobramentos das eleições, trazendo análises, dados e o contexto necessário para que você, leitor, compreenda os movimentos que definem o futuro político do Brasil. Continue conosco para se manter informado com credibilidade e profundidade sobre os temas que impactam o país.

Fonte: redir.folha.com.br