A corrida eleitoral de 2026 no Distrito Federal começa a desenhar um cenário de favoritismo para a atual ocupante do Palácio do Buriti. De acordo com a mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira (29), a governadora Celina Leão (PP) consolidou sua posição na liderança das intenções de voto, aparecendo com uma margem confortável sobre seus principais adversários. O levantamento, encomendado pela TV Globo, reflete o momento político após decisões cruciais da Justiça Eleitoral que alteraram a lista de candidatos.
O cenário atual mostra uma polarização entre a continuidade da gestão atual e a tentativa de retorno da esquerda ao comando da capital federal. Com a proximidade do pleito, os números indicam não apenas a força das máquinas públicas, mas também como o eleitorado brasiliense está reagindo às alianças e aos impedimentos jurídicos de figuras tradicionais da política local.
Celina Leão consolida liderança na corrida pelo Palácio do Buriti
A governadora Celina Leão aparece com 39% das intenções de voto, mantendo-se no topo da preferência dos eleitores. Em segundo lugar, o ex-deputado Leandro Grass (PT) registra 23%. A distância entre os dois principais nomes da disputa é de 16 pontos percentuais, o que coloca a atual gestora em uma posição de vantagem estratégica para a reta final da campanha.
Abaixo dos líderes, outros nomes tentam viabilizar suas candidaturas em um campo fragmentado:
- Paula Belmonte (PSDB): 9%
- Ricardo Cappelli (PSB): 3%
- Kiko Caputo (Novo): 2%
- Professora Samara Mineiro (UP): 1%
- Professor Robson (PSTU): 1%
A pesquisa também simulou um eventual segundo turno entre Celina e Grass. Nesse cenário, a governadora venceria com 54% dos votos, contra 31% do petista. O número de eleitores que declaram voto branco, nulo ou que ainda estão indecisos soma 22%, um contingente que ainda pode alterar a dinâmica da eleição, mas que, no momento, parece insuficiente para reverter a tendência de vitória da atual mandatária.
Impacto da exclusão de José Roberto Arruda no cenário eleitoral
Um dos fatores determinantes para a configuração destes números foi a ausência de José Roberto Arruda (PSD) no questionário. Arruda, que figurava em terceiro lugar em levantamentos anteriores, teve seu registro de candidatura rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última quinta-feira (24). A decisão baseou-se em condenações por improbidade administrativa no âmbito da Operação Caixa de Pandora.
A saída de Arruda do páreo parece ter beneficiado diretamente Celina Leão, que herdou parte do eleitorado de centro-direita que buscava uma alternativa com experiência executiva. Sem o ex-governador na disputa, o cenário de fragmentação diminuiu, favorecendo a polarização entre o grupo governista e a oposição liderada por Grass, que conta com o apoio do governo federal.
Michelle Bolsonaro e Leila do Vôlei despontam na briga pelo Senado
Para o Senado Federal, onde o Distrito Federal terá duas vagas em disputa em 2026, a liderança pertence à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que aparece com 26% das intenções de voto. Logo atrás, a atual senadora Leila do Vôlei (PDT) busca a reeleição e registra 20% das menções, consolidando-se como uma força competitiva no campo progressista e de centro.
A disputa pelas duas cadeiras promete ser acirrada, com nomes de peso logo abaixo das líderes. Bia Kicis (PL) aparece com 18%, seguida de perto por Erika Kokay (PT), que tem 16%. A presença de duas candidatas do PL e duas candidatas identificadas com a esquerda (Leila e Erika) indica que a divisão ideológica nacional terá reflexos diretos na composição da bancada do DF no Congresso.
Outros candidatos como Sebastião Coelho (Novo), Ronaldo Fonseca (PSD), Professor Guilherme Amorim (UP) e Zanata (PSTU) pontuam com 1% cada. O índice de indecisos para o Senado é de 6%, enquanto 10% pretendem votar em branco ou nulo.
Metodologia e o peso da reta final
A pesquisa Quaest ouviu 1.104 pessoas presencialmente entre os dias 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O levantamento está devidamente registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo DF-02515/2026. Para mais detalhes sobre as regras eleitorais, acesse o portal do Tribunal Superior Eleitoral.
Com a proximidade do dia da votação, o foco dos candidatos deve se voltar para os 11% de indecisos e os 11% que declaram voto branco ou nulo para o governo. Em uma eleição onde a rejeição e o conhecimento de gestão pesam tanto quanto as alianças partidárias, cada movimento estratégico nas próximas semanas será decisivo para confirmar ou desafiar o favoritismo de Celina Leão.
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Fonte: redir.folha.com.br
