A corrida pelo segundo turno das eleições presidenciais de 2026 ganhou contornos estratégicos nesta terça-feira (6). Enquanto o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, consolidou uma aliança importante em Goiás, o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pautou o debate público ao defender uma mudança estrutural nas relações trabalhistas do país.
Aliança estratégica em Goiás
Em busca de capilaridade política e reforço regional, Flávio Bolsonaro desembarcou em Goiânia para uma reunião com o governador Ronaldo Caiado. O encontro selou o apoio do chefe do Executivo goiano à candidatura do senador no segundo turno. Caiado, que disputou o primeiro turno e obteve 2,18% dos votos válidos, torna-se um aliado de peso na estratégia de expansão do candidato do PL pelo Centro-Oeste.
Durante o evento, Flávio Bolsonaro reforçou sua plataforma de campanha, destacando a composição do novo Congresso Nacional. Segundo o candidato, a eleição de uma bancada majoritariamente conservadora oferece a oportunidade de realizar alterações profundas na Constituição. Em tom incisivo, ele afirmou que sua candidatura atua como uma barreira contra o que classificou como um risco de o Brasil seguir o modelo político da Venezuela.
Debate sobre a jornada de trabalho
Em Brasília, o foco de Lula esteve voltado para a articulação política e a pauta legislativa. Após um dia de reuniões com sua coordenação de campanha, o petista utilizou o espaço para defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6×1 e reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas. Para o presidente, a medida é um passo necessário para conferir maior dignidade aos trabalhadores brasileiros.
Lula aproveitou a oportunidade para pressionar o adversário, questionando o posicionamento de Flávio Bolsonaro, que ocupa uma cadeira no Senado. O petista sugeriu que a votação da proposta servirá como um teste de compromisso social para os parlamentares. “Na hora que o Senado começar a votar, a máscara vai começar a cair. A gente vai ver quem quer que o povo tenha uma vida mais digna”, declarou o candidato à reeleição.
Calendário legislativo e tramitação
A pauta trabalhista já possui um horizonte definido no Congresso. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou o calendário de deliberação para a PEC. O rito regimental prevê a realização de cinco sessões deliberativas antes da votação em primeiro turno, garantindo espaço para debates entre as bancadas.
Com a tramitação avançando ao longo desta e da próxima semana, a expectativa é que a votação ocorra no dia 15 de outubro. O desfecho dessa pauta promete ser um dos pontos centrais de tensão entre os dois projetos políticos em disputa, servindo como termômetro para a mobilização popular e a articulação das forças partidárias nesta reta final de campanha.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

