A Justiça gaúcha revogou, nesta sexta-feira (9), a prisão preventiva de Alexandre Mendes, auxiliar técnico do Grêmio. A decisão foi confirmada pela defesa do profissional, que estava detido na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan 1) desde a última quinta-feira (8). O caso, que tramita em segredo de justiça, envolve a apuração de um suposto descumprimento de medida protetiva solicitada pela ex-companheira de Mendes.
Contexto da revogação e argumentos da defesa
De acordo com a nota oficial divulgada pelos advogados Andrei Zenkner Schmidt, Bruna Aspar Lima e Tapir Rocha Neto, a decisão do juízo de Esteio ocorreu após parecer favorável do Ministério Público. A defesa sustenta que a acusação de violação da medida protetiva — que está em vigor desde 5 de março de 2026 — é infundada.
Segundo os representantes legais, o episódio teria ocorrido durante a Expointer, no Parque de Exposições de Esteio, local de grande circulação de pessoas. A defesa argumenta que não houve aproximação entre as partes e solicitou a quebra de sigilo telefônico para comprovar, via geolocalização, que Mendes e a ex-companheira não estiveram próximos no período citado. A advogada Bruna Aspar Lima reforçou que a decisão judicial considerou depoimentos de testemunhas que corroboram a versão de que não houve contato.
Prisão no Aeroporto Salgado Filho
A detenção de Alexandre Mendes ocorreu de forma discreta no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, logo após o desembarque da delegação gremista que retornava de uma partida contra o Remo, em Belém. A operação foi executada pela Polícia Federal, que cumpriu o mandado expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS).
Após a abordagem, o auxiliar foi encaminhado à Delegacia de Polícia para o Turista e, posteriormente, ao Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp) para audiência de custódia. O Grêmio, por meio de nota oficial, informou que monitora os desdobramentos do caso, ressaltando tratar-se de uma questão de natureza estritamente pessoal do profissional.
Histórico de investigações e processo judicial
Este não é o primeiro episódio envolvendo o nome de Alexandre Mendes no âmbito jurídico. Em julho de 2025, o profissional tornou-se réu por violência psicológica contra a mesma ex-companheira, com quem manteve um relacionamento de seis anos. A denúncia do Ministério Público inclui relatos de episódios graves, como a alegação de que a mulher teria sido mantida trancada em um apartamento no Rio de Janeiro em 2021.
Anteriormente, em setembro de 2024, Mendes foi alvo de uma investigação da Polícia Civil após a divulgação de áudios e imagens nas redes sociais. Naquela ocasião, o Grêmio chegou a afastar o auxiliar preventivamente. O inquérito, entretanto, foi concluído sem o indiciamento do profissional, com a defesa negando veementemente as agressões e alegando que o auxiliar estava em viagem nas datas apontadas. Para mais informações sobre o cenário jurídico e esportivo, continue acompanhando o ConexRS, seu portal de referência para notícias com credibilidade e contexto.
Fonte: g1.globo.com

