Frango atinge R$ 8,40 por quilo em SP e exportações devem crescer 12% até 2026

Frango atinge R$ 8,40 por quilo em SP e exportações devem crescer 12% até 2026

Agro

O preço do frango em São Paulo alcançou R$ 8,40 por quilo, refletindo uma recuperação significativa no mercado brasileiro, impulsionada tanto pela demanda interna quanto pelas exportações. De acordo com o relatório Agro Mensal de outubro do Itaú BBA, o valor do frango inteiro congelado subiu R$ 1 por quilo desde setembro, destacando-se como uma opção competitiva frente à carne bovina.

Perspectivas de crescimento nas exportações

O Itaú BBA projeta um aumento de 12% nas exportações de frango em 2026, totalizando 5,8 milhões de toneladas. Este crescimento é sustentado pela demanda externa, especialmente em mercados emergentes. No entanto, a expansão da oferta interna mantém os preços relativamente estáveis, evitando aumentos mais acentuados.

Competitividade e consumo interno

Apesar da valorização recente, o frango continua sendo uma alternativa econômica em comparação com a carne bovina. Em setembro, a relação de preço entre a carcaça dianteira bovina e o frango era de 2,7 para 1, favorecendo a proteína avícola. Esse cenário é reforçado pela sazonalidade de fim de ano, que tradicionalmente eleva o consumo.

Desafios e atenção para 2027

Para 2027, a presença crescente da China no mercado de exportação de frango e os riscos climáticos sobre a produção de grãos são fatores de atenção. A China, com projeções de crescimento significativo na produção e exportação, pode alterar a dinâmica global, exigindo que o Brasil se adapte para manter sua competitividade.

Custos de produção e rentabilidade

Embora o custo de produção da avicultura tenha aumentado 3,5% em setembro, a elevação nos preços médios do frango superou esse aumento, melhorando a rentabilidade do setor. O spread do frango abatido subiu de 32% para 37%, indicando uma relação mais favorável entre preços e custos.

Impacto no mercado interno e externo

Internamente, a ampla disponibilidade de carne de frango limita aumentos de preço, mas a combinação de consumo interno robusto e exportações sustentadas oferece uma perspectiva positiva. Externamente, a queda no preço médio de exportação em setembro, combinada com custos produtivos mais altos, reduziu o spread de 46% para 42%.

O cenário para a avicultura brasileira em 2026 é de otimismo cauteloso, com a necessidade de monitorar o desenvolvimento da soja e do milho, essenciais para a alimentação das aves. O monitoramento contínuo das condições climáticas e do mercado global será crucial para manter a competitividade do setor.

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Fonte: portaldoagronegocio.com.br