Quase dois anos após deixar o cargo de CEO na agência Leo Burnett, Fernando Diniz está de volta ao mercado publicitário com um projeto próprio. O executivo anunciou o lançamento da Mais, uma empresa estruturada como um sistema operacional de marketing que coloca a tecnologia no centro das operações para otimizar processos criativos e estratégicos.
A iniciativa conta com o suporte da venture builder Orkest, que atua como parceira de desenvolvimento e investimento na operação. Antes de liderar a Leo Burnett, Diniz acumulou passagens por outras grandes marcas do setor, incluindo a direção da DPZ&T. Segundo o executivo, o novo negócio sintetiza sua experiência na gestão de equipes e processos, combinando métodos organizacionais com avanços tecnológicos recentes.
A tecnologia por trás do sistema operacional
O grande diferencial estrutural da Mais é a ferramenta de inteligência artificial denominada Brain Cortex. Desenvolvida pela Orkest, a tecnologia permeia diversas frentes de trabalho da empresa, como insights de mercado, planejamento de mídia, estúdio criativo e gestão de criadores de conteúdo.
Em vez de atuar em um modelo tradicional de software como serviço, a proposta comercial se define pelo conceito de serviço como software. O objetivo principal da ferramenta é eliminar gargalos operacionais cotidianos que costumam desgastar as equipes de comunicação, permitindo maior foco na criação e na agilidade das entregas para os clientes.
Parceria estratégica e atuação no mercado
Para viabilizar o projeto, Diniz buscou a parceria de Rafael Camanho, atual CMO da Orkest e profissional com quem o CEO já havia colaborado em empreitadas anteriores. A Orkest funciona como uma venture builder especializada em tecnologia e fusões e aquisições, oferecendo não apenas aporte financeiro, mas também infraestrutura técnica e suporte de gestão para os novos negócios.
Com essa retaguarda corporativa, a Mais já demonstra tração no mercado e registra projetos entregues para anunciantes de peso, a exemplo de Nestlé, Roots to Go e Bimbo Portugal, operando discretamente há alguns meses antes do anúncio oficial.
O papel humano no cenário tecnológico
Apesar da forte dependência de algoritmos e automação, os fundadores reforçam que o fator humano permanece no centro da proposta de valor da nova empresa. Para os executivos, as ferramentas de inteligência artificial tornaram-se acessíveis e padronizadas, funcionando como uma base comum para qualquer operação de comunicação.
O diferencial competitivo, portanto, reside na capacidade de integrar essas tecnologias com repertório humano, segurança psicológica e métodos consistentes de trabalho. A aposta da liderança é que o modelo sirva de referência para que o mercado publicitário supere barreiras ordinárias de execução e recupere o foco na inovação criativa.
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Fonte: meioemensagem.com.br

