O dólar à vista passou a cair na manhã desta terça-feira (27), depois de abrir em leve alta, em um movimento de ajuste após a alta de 8,21% registrada na véspera, quando fechou a R$ 5,4029. Às 9h41, a moeda marcou mínima de R$ 5,3391, com recuo de 1,18%. A descompressão do câmbio também contribuiu para pressionar os juros futuros para baixo.
Ajuste do mercado e atuação do governo
Na abertura do dia, o dólar acompanhou a valorização da moeda americana no exterior, mas depois virou para queda, embora ainda permanecesse acima de R$ 5,35. O movimento ocorre após a reação do mercado à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Outro fator de alívio veio da atuação do Tesouro Nacional para reduzir a disfuncionalidade do mercado. O Tesouro cancelou o leilão tradicional de Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e o leilão de recompra de Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B).
Cenário internacional e relações diplomáticas
No exterior, os rendimentos dos Treasuries recuavam, em meio à queda do petróleo. A commodity chegou a subir mais cedo, mas passou a cair com os esforços diplomáticos para reduzir as tensões no Oriente Médio. Irã, Arábia Saudita, Paquistão e Turquia concordaram em manter conversas de paz, enquanto o mercado segue atento aos ataques dos Houthis contra a Arábia Saudita e aos riscos à navegação no Estreito de Ormuz.
No noticiário do dia, o presidente da China, Xi Jinping, enviou mensagem a Lula para parabenizá-lo pela reeleição e defender o aprofundamento da parceria estratégica entre os dois países, segundo comunicado do governo chinês.
Perspectivas econômicas e fechamento
Com esse quadro, o mercado operava em ajuste na manhã desta terça-feira (27), com recuo do dólar, alívio nas taxas futuras de juros e queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
Mais detalhes sobre o comportamento dos mercados podem ser acompanhados diretamente na cobertura do Canal Rural.

