Arroba do boi gordo mantém preços firmes com escalas curtas de abate

Arroba do boi gordo mantém preços firmes com escalas curtas de abate

Geral

O mercado físico do boi gordo manteve preços firmes nesta quarta-feira (21), embora o movimento de alta apresente intensidades distintas entre as regiões produtoras do país. Especialistas apontam que a valorização perde tração em praças importantes como São Paulo, onde há uma acomodação das referências diante da resistência dos frigoríficos aos patamares mais elevados praticados recentemente.

Por outro lado, a alta continua intensa em locais como a Região Norte, impulsionada pela oferta restrita de animais terminados e pela necessidade urgente das indústrias de recompor suas programações de abate. Mesmo com o ritmo mais comedido em algumas localidades, as escalas de abate não evoluem de maneira satisfatória e permanecem concentradas entre cinco e seis dias úteis na maior parte do território nacional.

Preços médios da arroba do boi

A dificuldade para alongar as programações indica que o setor pecuário continua vulnerável a novos episódios de alta, especialmente se os produtores mantiverem uma postura cautelosa nas negociações diárias. As cotações médias registraram variações positivas em diversos estados produtores:

  • São Paulo: R$ 384,40 (frente a R$ 384,13 do dia anterior)
  • Goiás: R$ 370,11 (frente a R$ 369,46)
  • Minas Gerais: R$ 378,53 (frente a R$ 375,29)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 379,43 (frente a R$ 372,95)
  • Mato Grosso: R$ 358,92 (frente a R$ 357,09)

Dinâmica do mercado atacadista e concorrência

No âmbito atacadista, a carne bovina opera com preços inalterados. O ambiente atual oferece menos espaço para novos reajustes no curto prazo, reflexo do menor apelo ao consumo característico da segunda quinzena do mês e da dissipação dos efeitos associados à injeção dos salários na economia brasileira.

Além disso, o setor pecuário enfrenta forte concorrência das proteínas substitutas. A carne de frango, por exemplo, apresenta ampla vantagem de preço nas gôndolas e tende a ocupar maior espaço nas decisões de compra dos consumidores, limitando repasses maiores ao longo da cadeia.

Cenário cambial e perspectivas

O câmbio também exerceu influência sobre o fluxo de negócios no período. O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,17%, sendo negociado a R$ 5,0265 para venda e a R$ 5,0245 para compra, com oscilação entre a mínima de R$ 5,0115 e a máxima de R$ 5,0425 ao longo do dia.

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Fonte: canalrural.com.br