A cadeia produtiva da noz-pecã se prepara para debater os rumos da atividade durante a realização do III Encontro Nacional da Pecanicultura (ENAPecan). O evento está programado para ocorrer nos dias 12 e 13 de novembro, tendo como sede a Fundação Casa das Artes, situada no município de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. A divulgação oficial da programação ocorreu durante a celebração comemorativa do oitavo aniversário do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), marcando um período de retomada na colheita da cultura após os impactos severos sofridos pelas intempéries climáticas recentes no território gaúcho.
Integração e fortalecimento da cadeia produtiva
Durante a apresentação oficial das atividades, lideranças do setor enfatizaram a importância de unir os diferentes agentes que compõem o ecossistema da nogueira-pecã. A pecanicultura no estado abrange desde pequenas unidades de agricultura familiar até grandes empreendimentos agroindustriais, exigindo estratégias coordenadas para o desenvolvimento regional.
O objetivo principal do evento é promover a integração plena entre produtores rurais, agroindústrias e demais elos da cadeia econômica. A proposta visa ampliar a difusão de conhecimento técnico e intensificar a busca conjunta por políticas públicas direcionadas ao fomento da atividade no campo.
Números da safra e recuperação no campo
A apresentação dos dados estatísticos oficiais demonstrou a resiliência dos produtores locais frente aos desafios climáticos. Atualmente, o estado contabiliza mais de 7,2 mil hectares cultivados, dos quais mais de 5,6 mil hectares foram efetivamente colhidos no ciclo recente. A produção total estimada oscilou entre 6 mil e 7 mil toneladas, registrando um rendimento médio considerável por hectare.
Especialistas classificam este ciclo produtivo como uma safra de superação e recuperação pós-enchente. A Embrapa destaca que o evento trará debates técnicos aprofundados sobre tendências de mercado, padrões de qualidade e inovação tecnológica nos métodos de cultivo.

