A OceanPact (OPCT3), empresa brasileira especializada em serviços marítimos, entrou recentemente no radar do Citi. O banco iniciou a cobertura dos papéis com recomendação de compra e estabeleceu um preço-alvo de R$ 13 por ação, o que representa um potencial de valorização de 48,2% em relação ao patamar registrado no fechamento da última segunda-feira (26).
Apesar de o mercado de embarcações de apoio offshore ainda apresentar diversos desafios operacionais, os analistas do banco avaliam que a companhia está muito bem posicionada para navegar por esse cenário competitivo. Na visão da equipe de análise, trata-se de um setor no qual a experiência de gestão e a robustez financeira fazem toda a diferença para atravessar momentos de maior restrição de frota.
Mercado apertado e demanda aquecida
A demanda por embarcações de apoio offshore deve permanecer forte nos próximos anos, impulsionada de forma direta pelos projetos de exploração, produção e descomissionamento conduzidos pela Petrobras (PETR4). Ao mesmo tempo, a oferta de novas embarcações continua limitada, refletindo os custos elevados de construção e as barreiras regulatórias locais.
Esse desequilíbrio entre oferta e demanda cria um ambiente propício para reajustes tarifários expressivos. Como reflexo dessa dinâmica, a diária média das embarcações da CBO apresentou alta expressiva, saltando de cerca de US$ 27 mil em 2020 para aproximadamente US$ 39 mil no segundo trimestre de 2026, abrindo espaço para margens mais atraentes.
Os pilares estratégicos da tese de investimento
A recomendação positiva do Citi se sustenta em três pilares fundamentais para o desempenho futuro da empresa:
- Uma base contratada sólida com potencial de repactuação tarifária.
- A forte proteção regulatória conferida pela bandeira brasileira.
- A opcionalidade nos serviços submarinos e no segmento de descomissionamento.
Esses fatores combinados garantem previsibilidade de caixa e capacidade de absorver a demanda crescente da indústria energética nacional, conforme apontam relatórios do setor disponíveis para consulta no portal Seu Dinheiro.
Efeitos da fusão com a CBO
A combinação de negócios com a CBO, concluída em setembro deste ano, consolidou a liderança da companhia ao adicionar 45 embarcações e formar a maior frota de apoio offshore sob bandeira brasileira, totalizando 73 navios operacionais.
Além do ganho expressivo de escala, a transação deve destravar sinergias operacionais importantes, estimadas em R$ 66 milhões em fluxo de caixa livre para o exercício de 2027. Para o mercado financeiro, a união fortalece a competitividade da empresa em um momento crucial para o setor marítimo brasileiro.

