O governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), anunciou nesta terça-feira (27) os cinco primeiros nomes que irão compor a equipe de secretariado do governo estadual a partir de janeiro de 2027. Para comandar a pasta da Segurança Pública, a escolha recaiu sobre o general da reserva Mauro Sinott Lopes, nome que carrega forte conexão com episódios centrais da política e das Forças Armadas recentes no país.
A trajetória e a ligação com a intervenção no rio de janeiro
Mauro Sinott atuou como secretário executivo da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro em 2018. Na época, ele integrou a cúpula da operação e foi considerado o braço direito do então interventor, o general da reserva Walter Souza Braga Netto. O histórico profissional do novo secretário gaúcho cruza assim com um dos períodos de maior centralidade militar em gestões civis estaduais na última década.
O general Walter Souza Braga Netto foi posteriormente condenado a 26 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido à sua participação na trama golpista julgada em 11 de setembro de 2025. Os crimes atribuídos no processo envolveram organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Operações militares e atuação internacional
Natural de Pelotas, no Sul do Estado, Mauro Sinott acumula passagens de destaque em missões de garantia da ordem e segurança institucional. Ele permaneceu por quase quatro meses atuando diretamente na intervenção federal fluminense. Além disso, comandou a Força de Pacificação do Complexo da Maré e coordenou operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em comunidades como a Rocinha.
A folha de serviços do oficial inclui ainda a liderança do Comando Conjunto de Prevenção e Combate ao Terrorismo durante os Jogos Olímpicos de 2016, sediados no Rio de Janeiro. Em solo gaúcho, esteve à frente da 3ª Divisão do Exército e da 6ª Brigada de Infantaria Blindada, sediadas em Santa Maria. No cenário internacional, integrou missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti e cumpriu missões diplomáticas e militares na Colômbia, em Portugal e na Espanha.
As escolhas iniciais do secretariado dão o tom dos rumos administrativos que a nova gestão pretende imprimir no estado a partir do início do mandato, atraindo atenção de analistas políticos e da sociedade sobre a composição técnica e institucional escolhida pelo Palácio Piratini.
Para mais detalhes e cobertura completa sobre as movimentações políticas e administrativas no estado, acompanhe a cobertura do g1 Rio Grande do Sul.

