Os resultados do terceiro trimestre (3T26) reforçaram a confiança do Citi na Motiva (MOTV3). Além de superar expectativas com o lucro no período, a companhia entregou uma geração de caixa bem acima do esperado, levando o banco a revisar sua recomendação para compra no mercado financeiro.
Ao mesmo tempo, o banco reduziu o preço-alvo para os ativos de R$ 20,40 para R$ 17,40. Apesar do corte na projeção, trata-se de um potencial de valorização de mais de 20% em relação ao último fechamento da bolsa de valores.
No período analisado, a Motiva reportou lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões, o que representa um crescimento de 9,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo especialistas do setor, o movimento reflete ajustes de portfólio e a liquidação de ativos da companhia.
Motiva (MOTV3) vê oportunidade após forte oscilação na bolsa
Na visão dos analistas do Citi, os patamares elevados de juros justificam uma revisão nas expectativas para os resultados corporativos e para o custo de capital, mas não explicam totalmente a recente desvalorização dos papéis.
O banco destaca que a empresa segue apresentando fundamentos operacionais sólidos, com avanços marcantes na eficiência de custos, melhora contínua dos indicadores operacionais e maior disciplina na alocação de capital.
Os números consolidados do trimestre corroboram a visão construtiva dos analistas. Além do lucro líquido ajustado, a receita líquida da companhia atingiu R$ 3,89 bilhões, registrando um avanço anual de 19,6%, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 2,58 bilhões, com alta de 8,3%.
Banco projeta aceleração dos desembolsos para o final do ano
Embora o volume de investimentos futuros tenha avançado para R$ 62,7 bilhões, o Citi avalia que o montante permanece sob controle estratégico. Os investimentos realizados no trimestre ficaram ligeiramente abaixo das projeções iniciais, mas a instituição financeira projeta uma aceleração significativa dos desembolsos ao longo do quarto trimestre.
Para o banco Seu Dinheiro, mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador com taxas de juros mais altas, a queda recente observada nas negociações parece desproporcional à robustez dos fundamentos apresentados pela companhia no período recente.

