FGV divulga alta de 0,32% no Ipc-s ao fim de outubro

FGV divulga alta de 0,32% no Ipc-s ao fim de outubro

Geral

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou o mês de outubro de 2026 com alta de 0,32%, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (3). O indicador apresentou desaceleração expressiva em comparação com a alta de 0,46% registrada na terceira quadrissemana do mês, além de ficar consideravelmente abaixo do avanço de 0,67% observado no fechamento de setembro. Com este resultado, a inflação medida pelo índice acumula alta de 4,14% no período de 12 meses.

O índice oficial veio abaixo das expectativas apontadas pelo mercado financeiro através da pesquisa Projeções Broadcast. As estimativas coletadas indicavam um piso de 0,35%, com mediana em 0,42% e teto alcançando 0,45%, o que colocou o resultado real em um patamar inferior ao previsto pelos analistas econômicos para o encerramento do mês.

Desaceleração generalizada entre os grupos

O comportamento do indicador foi marcado pela perda de força na maioria dos setores pesquisados. Entre os oito grandes grupos que compõem a cesta de consumo do IPC-S, seis registraram desaceleração na passagem da terceira quadrissemana para o encerramento de outubro.

O grupo de Alimentação, que detém grande peso no orçamento das famílias, passou de uma alta de 1,08% para 0,85%. Outros setores que também perderam ímpeto foram Saúde e Cuidados Pessoais, que recuaram de 0,28% para 0,27%, e Transportes, cuja variação caiu de 0,34% para 0,19%.

Completam o movimento de arrefecimento os segmentos de Vestuário, que passou de 0,28% para 0,13%, e Despesas Diversas, que oscilaram de -0,02% para -0,03%. O grupo Habitação também apresentou variação negativa, passando de 0,16% na leitura anterior para -16% no fechamento do mês.

Movimentos de alta em setores específicos

Apesar da tendência predominante de arrefecimento nos preços ao consumidor, alguns segmentos registraram aceleração em suas taxas na reta final do mês de outubro.

O grupo de Educação, Leitura e Recreação avançou de 0,90% para 1,05%. Da mesma forma, o setor de Comunicação apresentou leve alta, passando de 0,02% para 0,03% no encerramento do período avaliado pela instituição.

Principais influências de baixa e alta no índice

No que tange aos itens individuais que pressionaram o índice para baixo, destacam-se a tarifa de eletricidade residencial, cuja variação foi de -1,69% para -2,41%, e o seguro facultativo para veículo, que passou de -1,50% para -3,48%.

Produtos hortifrúti e essenciais também ajudaram a segurar a inflação do período. A manga registrou variação de -11,58% para -12,19%, a banana-prata passou de -5,56% para -4,15%, e o leite tipo longa vida reverteu a alta anterior, indo de 0,60% para -1,28%.

Por outro lado, as principais pressões de alta vieram de passagens aéreas, que saltaram de 7,41% para 8,12%, e do tomate, cuja variação passou de 19,64% para 16,82%. O setor de cinema subiu de 11,28% para 17,33%, enquanto a cebola oscilou de 13,89% para 11,34%. O plano e seguro de saúde manteve estabilidade ao repetir a taxa de 0,40% registrada na medição anterior, conforme os dados da Fundação Getulio Vargas.