O ministro Gilmar Mendes, decano do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (2) que esperava de quem conduz o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) uma postura de árbitro equidistante, conforme pressupõe a Constituição.
Embora não tenha citado nomes de forma explícita no texto, a manifestação foi direcionada ao presidente do órgão, o ministro Kassio Nunes Marques, com quem o decano já protagonizou desavenças públicas em outras ocasiões do cenário político nacional.
A atuação das instituições e o papel do colegiado
Segundo o magistrado, o pleito evidenciou que as estruturas de Estado superam os integrantes que temporariamente ocupam os cargos. Para ele, foi o colegiado da Justiça Eleitoral que garantiu a condução da disputa dentro das regras democráticas estabelecidas.
No entanto, o decano pontuou que a solidez institucional não deveria exigir resgates constantes a cada votação. Para mais detalhes sobre os bastidores da política nacional, acesse a Folha de S.Paulo.
Críticas a silêncios e decisões institucionais
Em sua avaliação pública, o ministro destacou que omissões e hesitações em cargos de relevância não configuram neutralidade. Para ele, tais posturas podem abrir brechas para decisões divergentes e alimentar ataques infundados ao sistema eleitoral.
O episódio central que motivou os debates envolveu a extensão do horário de votação durante o pleito, gerando repercussões e discussões jurídicas entre diferentes correntes políticas e instâncias do judiciário.

