Vereadores de São Paulo rejeitam impeachment de Ricardo Nunes no segundo turno

Vereadores de São Paulo rejeitam impeachment de Ricardo Nunes no segundo turno

Política

A Comissão Especial da Câmara de Vereadores de São Paulo encerrou a tramitação e arquivou o pedido de impeachment contra o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. A solicitação investigava supostas irregularidades e falhas no fornecimento de transporte público durante o segundo turno das eleições municipais, tema que mobilizou debates acalorados entre a base governista e a oposição no legislativo paulistano.

O placar final consolidou a maioria contrária à abertura do processo na casa legislativa municipal. Cinco parlamentares votaram contra o avanço da proposta, enquanto os autores do pedido registraram votos favoráveis na comissão especial encarregada de analisar o caso.

Votação na comissão especial

A condução dos trabalhos ficou a cargo do vereador Rubinho Nunes (União), que presidiu o colegiado, tendo o vereador Major Palumbo (PP) como relator da proposta de impeachment. Votaram pelo arquivamento os parlamentares Major Palumbo (PP), Rubinho Nunes (União), Dra. Sandra Tadeu (PL), Kenji Ito (Pode) e Sandra Santana (MDB).

Em sentido oposto, os vereadores Luana Alves (Psol) e Hélio Rodrigues (PT), que assinaram formalmente a denúncia contra o chefe do executivo municipal, posicionaram-se a favor do prosseguimento do processo. Acesse a cobertura completa na Agência Brasil para acompanhar os desdobramentos políticos na capital paulista.

Argumentos da oposição sobre o transporte

Durante a tramitação, os autores da denúncia sustentaram que a gestão municipal falhou no cumprimento de ordens expedidas pela Justiça Eleitoral. Segundo a vereadora Luana Alves, no dia 25 de outubro, data do segundo turno das eleições, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou a circulação de 100% da frota.

No entanto, a parlamentar apontou que apenas 70% dos veículos operavam nas ruas, configurando indícios de crime eleitoral. O vereador Hélio Rodrigues endossou as críticas, alegando que os pontos de ônibus registraram superlotação e que a redução da oferta prejudicou principalmente trabalhadores em deslocamento para os colégios eleitorais.

Defesa da prefeitura e parecer do relator

Em sua defesa, a prefeitura refutou as acusações de boicote e garantiu que a oferta de coletivos esteve acima da demanda registrada no dia da votação. A administração municipal argumentou que registros de imagem comprovaram o baixo fluxo de passageiros em terminais e pontos de corredores de ônibus na cidade.

O relator Major Palumbo (PP) concluiu que o material apresentado não oferecia embasamento jurídico suficiente para a abertura de um processo de impedimento na esfera legislativa. Para o relator, a controvérsia deveria ser apurada diretamente pela Justiça Eleitoral, ponderando que as operações ocorreram dentro das normas vigentes.