A reta final da corrida eleitoral no Distrito Federal chega com ampla vantagem para a atual chefe do Executivo local. Na véspera da votação definitiva, a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (24) mostra Celina Leão (PP) isolada na liderança da disputa pelo Governo do Distrito Federal, registrando 59% das intenções de voto no cenário de votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos.
O seu principal adversário no pleito, Leandro Grass (PT), aparece na sequência com 41% dos votos válidos. A margem de erro estimada para este recorte do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos, refletindo o termômetro do eleitorado brasiliense nas últimas horas antes da abertura das urnas.
Cenário consolidado e movimentações na reta final
Os números apresentados revelam estabilidade em relação ao levantamento anterior, divulgado na quinta-feira (22), quando a atual governadora acumulava 60% das menções e o candidato petista marcava 40%. A pesquisa foi contratada em conjunto pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo, ouvindo 1.619 eleitores em todas as regiões administrativas do Distrito Federal entre os dias 23 e 24 de outubro.
Considerando o universo dos votos totais, que engloba a totalidade do eleitorado consultado, Celina Leão atinge 54%, enquanto Leandro Grass pontua 38%. Os eleitores que pretendem votar em branco ou anular somam 6%, e o percentual daqueles que se declaram indecisos fica em 2%, com margem de erro de dois pontos percentuais para o total da amostra.
Rejeição e alianças políticas no tabuleiro local
O instituto também mapeou o índice de rejeição dos concorrentes ao Palácio do Buriti. Leandro Grass é rejeitado por 48% dos entrevistados que afirmam não votar nele de jeito nenhum, ao passo que Celina Leão registra 35% de rejeição. Há ainda 12% que dizem não rejeitar nenhuma das opções e 4% que rejeitam ambas.
Ao longo da campanha, a estratégia da atual governadora contou com fortes apoios da direita nacional e local. Entre os nomes que reforçaram sua trajetória estão Michelle Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro (PL), além de figuras parlamentares como Bia Kicis (PL) e Damares Alves (Republicanos), consolidando uma frente conservadora na capital federal.
Contexto da disputa e corrida presidencial
A chegada ao segundo turno ocorreu após uma disputa acirrada no primeiro estágio do pleito, quando a atual governadora obteve 49,93% dos votos válidos, ante 34,47% conquistados pelo petista. Ela assumiu o comando do governo distrital em março, após a saída de Ibaneis Rocha (MDB), que inicialmente planejava concorrer a uma vaga no Senado.
Além do cenário regional, o levantamento do Datafolha mediu as intenções de voto para a Presidência da República no Distrito Federal. No recorte presidencial, Flávio Bolsonaro aparece com 56% dos votos válidos, frente a 44% atribuídos a Lula (PT), com margem de erro de três pontos percentuais.

