Libertadores ainda vive indefinição jurídica sobre o caso Marcos Rojo no tribunal internacional

Libertadores ainda vive indefinição jurídica sobre o caso Marcos Rojo no tribunal internacional

Esporte

A batalha jurídica em torno da inscrição do zagueiro Marcos Rojo continua movimentando os bastidores do futebol sul-americano. Mesmo após a Conmebol rejeitar o protesto apresentado pelo Flamengo, a discussão sobre a regularidade do defensor argentino segue sob análise da Corte Arbitral do Esporte, tribunal internacional com sede na Suíça.

O processo ainda não possui uma data confirmada para o julgamento final do mérito. A grande incerteza gira em torno dos eventuais desdobramentos esportivos para o Estudiantes, clube que garantiu vaga na decisão do torneio e tem confronto marcado contra o Palmeiras no dia 28 de novembro, em Montevidéu.

A origem do impasse e as recusas da entidade sul-americana

A controvérsia teve início com a transferência de Marcos Rojo, que deixou o Racing para retornar ao Estudiantes após o encerramento da janela internacional de transferências da Argentina, ocorrido em 2 de setembro. O atleta, inclusive, atuou em partidas oficiais pela antiga equipe até o dia 27 de setembro.

Diante da lesão de um jogador do elenco, o clube de La Plata solicitou à entidade sul-americana a inclusão do zagueiro na lista da semifinal. No entanto, após consultar os regulamentos da Fifa sobre transferências, a entidade indeferiu o pedido em duas oportunidades, nos dias 14 e 15 de outubro.

A liminar do tribunal internacional e os riscos assumidos

Sem a autorização da entidade organizadora, o clube argentino recorreu à instância máxima da justiça desportiva internacional. Em 21 de outubro, véspera do jogo de volta contra a equipe carioca, a corte concedeu uma medida cautelar provisória autorizando a escalação do atleta.

Essa liberação provisória permitiu a entrada de Marcos Rojo em campo, mas não encerrou a disputa legal. Em documento oficial, o tribunal alertou que caberia ao clube e ao próprio jogador realizar uma avaliação dos riscos caso o laudo final não ratifique a elegibilidade do defensor no torneio.

Contestação rubro-negra e rejeição do protesto inicial

Em nota emitida no dia 24 de outubro, a diretoria do Flamengo esclareceu que não abriu o procedimento na corte internacional, tendo sido citada para integrar a ação movida pelos argentinos. O clube carioca ressaltou que formalizou sua oposição antes da partida decisiva, sustentando que a atuação do zagueiro ocorreria sob responsabilidade exclusiva da equipe adversária.

Após a eliminação nos pênaltis, a equipe brasileira acionou a Comissão Disciplinar pedindo a perda dos pontos da semifinal por escalação irregular, pleiteando o placar de 3 a 0 previsto no regulamento. Contudo, em 28 de outubro, o órgão disciplinar rejeitou o pedido por entender que o atleta atuou respaldado pela decisão liminar em vigor.

Apesar do indeferimento inicial, a comissão técnica e o departamento jurídico do clube carioca acompanham o desdobramento do recurso. O técnico Leonardo Jardim declarou na época que acreditava na possibilidade de desdobramentos, ressaltando que o tema permanecia sob cuidados dos advogados da instituição.

Expectativa para a decisão e os impactos na final da Libertadores

Por outro lado, a diretoria do Estudiantes demonstra otimismo quanto ao desfecho do caso no tribunal. O presidente do clube, Juan Sebastián Verón, declarou publicamente que aguarda a resolução definitiva da corte sem receio de perda da vaga na grande final do campeonato.

A decisão conclusiva da justiça desportiva deve esclarecer em definitivo a legalidade da inscrição do atleta. A final do torneio continental segue agendada para o Estádio Centenário, no Uruguai, enquanto o meio futebolístico aguarda o veredito final sobre o caso.