
Um caso de extrema gravidade chocou a comunidade de Campo Bom, no Vale do Sinos, na última sexta-feira (10). Uma bebê de apenas 11 meses sofreu queimaduras de segundo grau enquanto estava sob os cuidados da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Casa da Criança. A criança precisou ser hospitalizada e o episódio gerou uma onda de indignação após o relato da mãe, de 18 anos, ser compartilhado nas redes sociais.
O relato da família e a gravidade das lesões
O contato da escola com a família ocorreu por volta das 15h10 de sexta-feira. Inicialmente, a equipe escolar informou que a criança havia sofrido um incidente durante o banho, minimizando a gravidade da situação. “Eles falaram que tinha dado uma diarreia na minha filha e que a professora foi dar banho e a queimou com água quente, mas que não era nada de mais”, relatou a mãe em entrevista ao portal ABCmais.
Ao chegar à unidade de ensino, a mãe se deparou com um cenário muito mais crítico do que o descrito anteriormente, encontrando a presença de equipes do Samu e da própria escola. Segundo a diretora da instituição, a queimadura teria ocorrido porque a criança foi colocada sentada em uma cuba de inox enquanto a água escorria, o que teria aquecido o recipiente metálico, resultando em lesões severas nas pernas, pés e glúteos da bebê.
A resposta da administração municipal
Diante da repercussão do caso, a Prefeitura de Campo Bom emitiu uma nota oficial na madrugada de sábado (11). O Executivo municipal afirmou que, assim que o incidente foi identificado, a equipe da creche adotou os protocolos de atendimento de emergência, acionando o Samu e mantendo contato direto com os responsáveis pela criança.
A administração municipal manifestou solidariedade à família e garantiu que está acompanhando o estado de saúde da bebê, além de assegurar que as medidas administrativas cabíveis estão sendo tomadas para apurar as circunstâncias do ocorrido. Até a manhã de sábado, a criança aguardava transferência para uma unidade hospitalar especializada em Porto Alegre para dar continuidade ao tratamento.
Impacto e desdobramentos do caso
O episódio levanta questionamentos sobre os protocolos de segurança e o treinamento das equipes que atuam na educação infantil. O sofrimento da criança e a angústia da família mobilizaram a opinião pública regional, trazendo à tona a necessidade de rigor na supervisão de atividades cotidianas em ambientes escolares. Por questões de segurança e proteção, a identidade da criança e de seus familiares está sendo preservada, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O Conexrs segue acompanhando o desenrolar desta investigação e o estado de saúde da bebê. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, relevantes e contextualizadas sobre os fatos que impactam a nossa sociedade. Continue acompanhando nosso portal para atualizações sobre este e outros temas de interesse público.
Fonte: abcmais.com
