A Polícia Civil identificou os suspeitos envolvidos no assassinato do gari Gelson da Silva Soares, de 51 anos, morto com golpes de pá durante a madrugada do dia 15, em Porto Alegre. O crime ocorreu embaixo do viaduto Tiradentes, enquanto o trabalhador realizava suas funções pela cooperativa Cootravipa. Imagens de segurança registraram a violência da ação, que mobilizou forças de segurança e gerou forte repercussão na capital.
De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Eric Dutra, o principal autor dos golpes fatais que atingiram a cabeça da vítima foi um adolescente de 17 anos à época dos fatos. O jovem completou 18 anos dias após a ocorrência, mas responderá juridicamente por atos infracionais cometidos durante a menoridade. A autoridade policial destacou que ele se apresentou de forma espontânea, sendo liberado em seguida conforme prevê a legislação para esses casos, enquanto diligências continuam para apurar todos os detalhes do ocorrido.
Imagens de câmeras de segurança revelam dinâmica
As gravações obtidas pela investigação mostram o momento exato em que um veículo para na via lateral do viaduto. O suspeito chama o trabalhador e desfere diversos golpes utilizando uma pá, mantendo as agressões mesmo após a vítima cair no solo. Colegas de trabalho que acompanhavam a rotina de limpeza tentaram intervir, mas um deles acabou contido por outro participante da ação criminosa.
A operação policial desencadeada após a análise das imagens resultou na prisão de dois envolvidos diretamente no homicídio. Outras duas pessoas também foram detidas durante as diligências, sendo uma por posse ilegal de arma de fogo e outra em razão de um mandado de prisão que estava em aberto, embora sem participação direta na morte do gari.
Linhas de investigação sobre a motivação
A polícia apura diferentes versões para esclarecer o que motivou o crime brutal. Depoimentos prestados por colegas e familiares indicam que, cerca de um mês antes, o grupo teria ido até a sede da empresa cobrando o paradeiro de um telefone celular supostamente subtraído ou encontrado. Na ocasião, segundo relatos, houve ameaças e a vítima, que atuava como chefe de setor, interveio na discussão.
Em contrapartida, os suspeitos alegam que o trabalhador teria cometido assédio contra a companheira de um dos envolvidos. A Polícia Civil segue cruzando depoimentos, laudos periciais e novas provas para elucidar completamente o caso e concluir o inquérito policial.
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Fonte: g1.globo.com

