O ex-ministro Aldo Rebelo (DC) reafirmou, nesta quarta-feira (15.jul.2026), a manutenção de sua pré-candidatura à Presidência da República. Durante sua participação no evento Tá na Mesa, realizado pela Federasul, em Porto Alegre, o político destacou que o imbróglio interno que divide o Democracia Cristã (DC) segue sendo tratado na esfera judicial e deverá ter um desfecho definitivo durante a convenção nacional da sigla.
Disputa interna e judicialização no Democracia Cristã
A crise no partido teve início quando a cúpula da legenda, liderada por João Caldas, decidiu lançar o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, como o nome da sigla para o Palácio do Planalto. A manobra resultou na tentativa de expulsão de Rebelo, que havia sido oficializado como pré-candidato em fevereiro. No entanto, em junho, a Justiça do Distrito Federal interveio, suspendendo o desligamento e garantindo a permanência do ex-ministro nos quadros do partido.
Rebelo classificou a entrada de Barbosa na disputa como uma decisão tomada sob a justificativa de um suposto desempenho frágil de sua própria pré-campanha nas pesquisas de intenção de voto. O ex-ministro, contudo, contesta essa leitura, argumentando que o cenário eleitoral atual apresenta dificuldades generalizadas para nomes fora da polarização central. Ele citou, inclusive, que o próprio Barbosa registra índices baixos, na casa de 1% nos levantamentos mencionados.
Caminho para a convenção partidária
O foco de Aldo Rebelo agora é assegurar sua participação na convenção nacional do DC, período que ocorre entre 20 de julho e 5 de agosto, conforme o calendário eleitoral. O ex-ministro sustenta que a decisão judicial lhe confere o direito legítimo de submeter seu nome aos delegados do partido. Enquanto o impasse não é resolvido, ele afirma manter uma agenda ativa de viagens, percorrendo estados das regiões Norte e Sudeste para consolidar sua base de apoio.
A situação de Joaquim Barbosa permanece envolta em incertezas. Apesar do anúncio feito pela direção do partido, o ex-ministro do STF não confirmou publicamente sua disposição em concorrer ao cargo. Relatos de bastidores apontam, inclusive, para a possibilidade de desistência de Barbosa, cenário que Rebelo utiliza para reforçar suas críticas à condução da legenda. Ele classifica o nome de Barbosa como uma candidatura “clandestina” e sem confirmação oficial.
Crítica à polarização e o futuro da legenda
Além das questões partidárias, o evento em Porto Alegre serviu de palco para que Rebelo criticasse o atual momento político brasileiro. Segundo ele, a acentuada polarização entre esquerda e direita tem servido como uma barreira para o debate de propostas concretas e alternativas viáveis para o desenvolvimento do país. Para o ex-ministro, a fragmentação política e a falta de estrutura para campanhas nacionais, que também afetam o DC, são reflexos de uma crise de representatividade que precisa ser superada.
O cenário para as eleições de 2026 segue em aberto, com o DC enfrentando dificuldades para viabilizar alianças e organizar sua estrutura de campanha. Acompanhe o Conexrs para seguir os desdobramentos desta disputa, com análises aprofundadas sobre o panorama eleitoral e os fatos que moldam o futuro político do Brasil. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura jornalística séria, diversa e atenta aos movimentos que impactam a sociedade.
Fonte: poder360.com.br
