Bebês a partir de 6 semanas passam a receber vacina contra meningite aprovada pela Anvisa

Bebês a partir de 6 semanas passam a receber vacina contra meningite aprovada pela Anvisa

Saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oficializou uma importante atualização no calendário de imunização brasileiro ao aprovar a ampliação da indicação da vacina MenQuadfi. O imunizante, que já era utilizado para a proteção de adultos e crianças mais velhas, agora está autorizado para ser aplicado em bebês a partir de 6 semanas de vida. A medida visa fortalecer a barreira de proteção contra a doença meningocócica invasiva, causada pelos sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis.

Segurança e eficácia na proteção infantil

A decisão da agência reguladora foi fundamentada em um robusto conjunto de dados clínicos. Estudos avaliados pela Anvisa monitoraram a segurança do imunizante em aproximadamente 6 mil bebês com idades entre 6 semanas e 12 meses. Adicionalmente, foram analisados os resultados de mais de 5 mil crianças que receberam doses de reforço após o primeiro ano de vida. Os relatórios técnicos confirmaram que o perfil de segurança da vacina é compatível com o esperado para imunizantes conjugados, sem a identificação de riscos adicionais para o público infantil.

A gravidade da doença meningocócica

A infecção causada pela Neisseria meningitidis é um desafio para a saúde pública devido à sua rápida progressão e alta periculosidade. A bactéria, que habita o sistema respiratório superior, pode ser transmitida por meio de gotículas de secreção. Embora muitos indivíduos sejam portadores assintomáticos, a invasão do microrganismo na corrente sanguínea pode desencadear quadros clínicos severos.

Dados da Anvisa indicam que a taxa de letalidade da doença meningocócica gira em torno de 10%. Entre os sobreviventes, o impacto pode ser duradouro, com até 20% dos pacientes apresentando sequelas permanentes e incapacitantes. Por essa razão, a inclusão de bebês — grupo de maior vulnerabilidade — no esquema vacinal é vista como um passo estratégico para reduzir a incidência de complicações graves.

Avanço no tratamento oncológico

Além da ampliação da vacina, a Anvisa aprovou recentemente o registro do medicamento Voraxaze (glucarpidase). O fármaco é indicado para pacientes, incluindo crianças com mais de 28 dias de vida, que apresentam concentrações tóxicas de metotrexato, um imunossupressor utilizado em altas doses no tratamento de diversos tipos de câncer.

O metotrexato pode causar toxicidade grave em pacientes com insuficiência renal ou atraso na eliminação da substância. A glucarpidase atua como uma enzima recombinante capaz de quebrar o metotrexato no sangue, oferecendo uma via de eliminação alternativa à renal. Essa inovação terapêutica representa um suporte crucial para a segurança de pacientes oncológicos que enfrentam complicações durante o tratamento.

O Conexrs segue acompanhando as decisões das agências reguladoras e os avanços na saúde pública brasileira. Continue conosco para se manter informado com notícias apuradas, contexto relevante e a profundidade que o seu dia a dia exige. Nosso compromisso é levar até você informações que impactam a sociedade e a qualidade de vida de todos os brasileiros.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br