Anvisa ordena recolhimento de água Mamba Water e suspende venda de energéticos Mister Hemp

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu, nesta quinta-feira (16.jul.2026), determinações rigorosas envolvendo o mercado de bebidas no Brasil. As medidas, publicadas no Diário Oficial da União, abrangem o recolhimento imediato de lotes específicos de água mineral e a suspensão total da comercialização de uma linha de energéticos, visando garantir a segurança dos consumidores frente a irregularidades sanitárias identificadas.

Risco biológico em lotes de água mineral

O Grupo Heineken Brasil iniciou um processo de recolhimento voluntário para os lotes 13 e 14 da água mineral sem gás Mamba Water, na embalagem de 350 ml. A decisão foi tomada após análises laboratoriais detectarem a presença da bactéria Pseudomonas nos produtos. Este microrganismo, quando presente em água destinada ao consumo humano, pode representar riscos à saúde, sendo um indicador de falhas no controle de qualidade durante o envase.

Os itens afetados foram fabricados nos dias 3 e 4 de abril de 2026, com prazo de validade estendido até as mesmas datas em 2027. A orientação das autoridades sanitárias é clara: os estoques remanescentes desses lotes não devem ser distribuídos, comercializados ou consumidos sob nenhuma circunstância. Consumidores que possuírem unidades com essas especificações devem interromper o uso imediatamente.

Irregularidades na produção de energéticos

Paralelamente à questão da água mineral, a Anvisa impôs uma interdição severa à marca de energéticos Mister Hemp, produzida pela empresa G. Freitas Alimentos. A resolução abrange não apenas o recolhimento dos produtos já disponíveis no mercado, mas também a suspensão completa da fabricação, distribuição e qualquer forma de divulgação da marca em território nacional.

A motivação para a medida restritiva reside na ausência de estudos técnicos de estabilidade. Segundo a agência, a fabricante não apresentou evidências científicas que comprovem a manutenção da segurança, da qualidade e da composição dos energéticos ao longo de todo o período de validade declarado. Além disso, a empresa não demonstrou a devida regularização dos produtos junto ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), operando, portanto, fora das normas exigidas para o setor de bebidas no país.

Impactos e desdobramentos regulatórios

As determinações estão formalizadas nas Resoluções 2.783/2026 e 2.788/2026. A atuação da Anvisa reforça o papel da agência na fiscalização contínua de produtos de consumo massivo, garantindo que as exigências sanitárias sejam cumpridas para mitigar riscos à saúde pública. O descumprimento dessas ordens pode sujeitar os fabricantes a sanções administrativas e multas severas.

O Conexrs segue acompanhando os desdobramentos deste caso e as eventuais manifestações das empresas envolvidas. Para se manter informado sobre decisões regulatórias, saúde pública e os principais acontecimentos do país, continue acompanhando nossas atualizações diárias, onde prezamos pela apuração rigorosa e pelo compromisso com a informação de qualidade.

Fonte: poder360.com.br