A manifestação em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocupou trechos expressivos da praia de Copacabana, na zona sul carioca, reunindo uma multidão de apoiadores, figuras políticas e grandes nomes da cultura nacional. Organizado por movimentos como o 342Artes e a Mídia Ninja, a convocação partiu de Paula Lavigne e Caetano Veloso, transformando a famosa orla em um ponto de encontro musical e político.
O evento contou com uma ampla programação artística e discursos voltados à defesa da democracia, atraindo grande repercussão pública e movimentando o cenário político do país durante o final de semana.
Apresentações musicais e mobilização cultural na praia
O ato musical principal concentrou-se na altura do posto 5, estendendo-se por cerca de um quilômetro ao longo da avenida Atlântica. Vários ícones da MPB subiram ao palco para apresentações e manifestações públicas de apoio ao governo.
Entre os artistas presentes estiveram Caetano Veloso, João Bosco, Moacyr Luz, Ivan Lins, Simone, Fernanda Abreu e Djavan. Outras personalidades das artes cênicas, como Renata Sorrah, Leandra Leal e Cissa Guimarães, também acompanharam o ato diretamente da multidão.
Tentativa de suspensão judicial e discursos no palco
Antes do início oficial das apresentações, a realização do evento enfrentou barreiras jurídicas que foram superadas ao longo do dia. O ator Paulo Vieira, que atuou como apresentador do ato, comentou publicamente sobre a tentativa de interrupção.
Um pedido de suspensão havia sido protocolado pelo Instituto José do Patrocínio junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). No entanto, o ministro André Mendonça encerrou o processo, permitindo que a manifestação ocorresse sem maiores impedimentos legais.
Participação política e atos estudantis no centro
O público presente levou bandeiras, camisas e adesivos alusivos ao presidente Lula, acompanhados por parlamentares e lideranças políticas, a exemplo dos deputados Guilherme Cortez e Henrique Vieira.
Paralelamente à concentração na zona sul, o centro da capital fluminense registrou movimentação estudantil mais cedo. Puxado pela UNE (União Nacional dos Estudantes), um ato ocupou dois quarteirões da avenida Presidente Vargas, na altura da igreja da Candelária, contando com a presença do compositor Chico Buarque.
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Fonte: redir.folha.com.br

